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A história se repete: Real bate Atlético e leva a Champions

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AFP Photo / Oliver Morin/ Festa branca em Madri após mais um título do Real 


(LONDRES)  Por Patrícia Blumberg - A mesma final, o mesmo campeão. Duas temporadas depois de se enfrentarem em Portugal, Real Madrid e Atlético de Madri voltaram a se encontrar em uma decisão da Liga dos Campeões. Com emoção até o último instante, o Real Madrid de Zidane levou a melhor e conquistou pela 11ª vez o título da Champions.


Maior vencedora do torneio, a equipe precisou das cobranças de pênaltis para bater o rival, após 1 a 1 no tempo regulamentar. Para a infelicidade dos Colchoneros, o lateral Juanfran, que fez boa partida, acabou mandando na trave a sua cobrança. Em seguida, Cristiano Ronaldo marcou o seu e deu o título aos Blancos. O português terminou como artilheiro da Liga dos Campeões, com 16 gols. Em campo, no entanto, esteve apagado, bem aquém do que rendeu durante a competição.


Após uma prorrogação desgastada, com cãibras e cansaços evidentes, o Real Madrid foi perfeito durante a penalidade. Lucas Vázquez, Marcelo, Bale e Sergio Ramos haviam marcado para a equipe quando Juanfran foi para a cobrança. O Atlético de Simeone foi valente, mas acabou perdendo o troféu nos detalhes. Festa branca em Madri.


Ele de novo


Herói na final de 2014, Sergio Ramos apareceu mais uma vez para explodir a torcida do Real Madrid. E o jeito foi o mesmo: de cabeça, firme, sem chance para o goleiro. O gol marcado logo aos 14 minutos do primeiro tempo, no entanto, deu muito o que falar. O zagueiro estava em posição de impedimento quando Bale desviou a cobrança de falta de Kross.


E se o segundo gol coloca Sergio Ramos ainda mais na história do Real Madrid, também o põe na história da Liga dos Campeões. Com o tento, o zagueiro se iguala a Messi e Di Stéfano, que também marcaram em duas finais contra o mesmo rival: Manchester United e Stade de Reims, respectivamente.


O empate e o tão comentado beijo


Os rumos da partida mudaram em apenas dois minutos. Aos 32 do segundo tempo, Bale fez boa jogada, invadiu a área e a bola sobrou para Cristiano Ronaldo bater de perna trocada e Oblak defender. Na sequência, a bola voltou para o galês, que cortou o goleiro e chutou para a defesa do Atlético de Madri tirar em cima da linha.


Pouco mais de um minuto depois, o Atlético de Madri fez uso da máxima "quem não faz, toma". Juanfran cruzou da direita e Ferreira Carrasco apareceu para empurrar para o fundo das redes de Keylor Navas. Na comemoração, o jogador que havia entrado no lugar Augusto Fernández, foi até a arquibancada beijar a namorada. Já considerada musa pela tradicional mídia futebolística, que abusa em estereótipos, a moça chama-se Noémie Happart, tem 22 anos e é estudante de medicina. No ano de 2013, a companheira do jogador foi eleita Miss Bélgica.


O choro preocupante da final


As lágrimas que caíram do rosto de Carvajal preocuparam não só o Real Madrid como a seleção da Espanha para a Eurocopa. Aos 5 minutos do segundo tempo, o lateral sentiu uma lesão, desabou em campo e começou a chorar compulsivamente. Ele acabou substituído pelo brasileiro Danilo. E agora, Carvajal?