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Reino Unido fica de fora do acordo que permite estudantes a trabalhar depois de terminar os estudos

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Fonte: Google



(LONDRES) Da redação com agências



O Parlamento Europeu aprovou uma nova diretiva de vistos que permite estudantes e pequisadores não-europeus a permanecer por, no mínimo, mais 9 meses após completarem seus estudos ou pesquisas, a fim de procurar por um emprego ou abrir um novo negócio.

O documento aprovado estabelece padrões mínimos para os direitos de trabalho e permite movimentação interna de estudantes e pesquisadores internacionais, uma ação que visa tornar a União Europeia um destino mais atrativo para o estudo. Para o Parlamento Europeu o movimento deste setor garante que a Europa se beneficie das habilidades qualificadas destes estudantes internacionais.


De acordo com as novas regras, estudantes não-europeus terão o direito de trabalhar por um mínimo de 15h semanais nos estados membros durante os seus estudos. Pela nova legislação, os estudantes não precisarão mais preencher uma nova aplicação para se movimentar de um estado membro a outro para realizar pequenos programas de intercâmbio, e terão apenas que notificar o estado membro para o qual estão se mudando. Além disso, pesquisadores terão o direito de trazer membros da família, que também serão elegíveis ao direito de trabalho.

Entretanto, o Reino Unido, Irlanda e Dinamarca ficarão de fora desta nova diretiva, o que significa que, para estes países, as novas regras não se aplicarão (vale ressaltar, entretanto, que a Irlanda é um dos poucos destinos de intercâmbio que o estudante ainda pode trabalhar legalmente).


A União dos Estudantes Europeus (ESU) recebeu a notícia nova como um passo importante, mas apontou que estudantes não-europeus não terão os mesmos direitos que estudantes domésticos, e destacaram que algumas propostas foram rejeitadas nesta nova diretiva, incluindo a sugestão de 18 meses de direitos pós-estudos e a carga horária de 20h semanais de trabalho durante os estudos.

A diretiva entra em vigor no dia após a sua publicação no Diário Oficial da Europa, e os estados membros terão dois anos para se adaptar.