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Moçambique perdeu quase metade da população de elefantes em cinco anos

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(LONDRES) Da Redação com agências


Dados divulgados durante seminário realizado no dia 12 de maio em Maputo indicam que o número de elefantes em Moçambique passou de 20 mil para 10.300, e as áreas de conservação do norte do país são as mais afetadas pela ação de caçadores furtivos.


"A caça furtiva em Moçambique é uma realidade difícil de controlar", disse à imprensa Carlos Lopes Pereira, chefe de 


Departamento de Fiscalização e Combate à Caça Furtiva na Administração de Áreas de Conservação.


O crescimento do mercado internacional de venda de marfim é apontado como uma das principais causas da matança de animais, e a localização de Moçambique nas proximidades dos países considerados como centros da caça furtiva tem contribuído para a generalização do crime.



Para Carlos Lopes Pereira, a solução para a caça furtiva em Moçambique passa pela capacitação das instituições de preservação, tanto em nível técnico como financeiro. "A situação tem de mudar ou teremos de assumir que essa espécie entrou numa fase que se torna inviável", referiu, destacando a importância da adoção por parte do governo de um plano para proteção do elefante em Moçambique.



O país está em risco de ser banido pela União Europeia e pelos Estados Unidos do comércio internacional de derivados de elefantes, em virtude da falta de clareza nas estratégias de proteção desses animais.