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Dama Paula Rego: A verdadeira Mulher de Ferro

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(LONDRES) Por Carlos Queiroz - As obras de Paula Rego introduziram no panorama artístico português da década de 1960 um efeito singular e inesperado. A liberdade do seu desenho, a expressão subjectiva dos temas e a combinação de técnicas, nomeadamente a colagem, constituíram uma proposta formal renovadora, para além de manifestarem uma abordagem pessoal das tendências que marcavam a arte internacional desse período.

decorreu durante uma semana exclusivamente na Internet e incluía 54 lotes da obra gráfica da artista portuguesa radicada no Reino Unido, que abrangem mais de 30 anos de trabalho.


As peças, a maioria das quais inspiradas em histórias e livros infantis, pertenciam a um colecionador português não identificado.

A pintora portuguesa começou a desenhar ainda criança e partiu para a capital britânica com apenas 17 anos, para estudar na Slade School of Fine Art.

Em Londres conheceu o futuro marido, o artista inglês Victor Willing, falecido em 1988, cuja obra Paula Rego já mostrou por várias vezes no museu Casa das Histórias, em Cascais, que detém um acervo de obras da autora.


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Na pintura de Paula Rego surgem muitas imagens típicas da infância, por vezes fetichistas e até traumáticas, relacionadas com a violência, e os animais são muitas vezes os protagonistas da sua linguagem pictórica.

Nas últimas décadas, a pintora tem abordado temas políticos, como o abuso de poder, e sociais, como o aborto, entre outros do universo feminino.

Paula Rego, que em janeiro completou 81anos, foi distinguida em 2010 pela rainha Isabel II com o grau de Oficial da Ordem do Império Britânico pela sua contribuição


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