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​Imprensa do Reino Unido repercute impeachment no Brasil

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BNNP722 Brasil Impeachment 


Foto FTP/ Dilma é afastada, e Temer assume nesta sexta-feira (13)


(LONDRES) Por Patrícia Blumberg - O Senado Federal aceitou, por 55 votos contra 22, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Após ser notificada da decisão, Dilma será afastada do cargo por até 180 dias e, nesse período, o vice Michel Temer (PMDB) assumirá interinamente a Presidência da República.


No Reino Unido, o assunto tem repercutido pelas óticas da polítia e da economia. O jornal The Guardian disse que Dilma continua “segura sobre sua inocência" em seu discurso de resposta na televisão e afirma que o processo é mais político do que legal. O periódico ainda cita Eduardo Cunha como inimigo da presidente, foca em problemas como escândalo da Petrobras, Zica Vírus e descreve o “decadente” momento econômico do Brasil “como a pior recessão que país já sofreu em décadas”.


Já o britânico Financial Times acrescenta que o processo de impeachment vai aumentar ainda mais a incerteza que paira sobre Brasil em um momento em que a economia está em "queda livre". O jornal cita o encolhimento do PIB brasileiro e a possível abertura liberal do mercado por Temer.


Day After


Começa agora a fase de instrução do processo no Senado, com produção de provas. Os trabalhos voltam para a comissão especial e, depois de ouvir especialistas e testemunhas convocados pela defesa e pela acusação, a comissão faz uma nova votação, dessa vez sobre o mérito do pedido de impeachment.


Nessa etapa, a própria presidenta poderá ser convocada. Se a maioria simples (11 senadores) entender que há crime de responsabilidade, o parecer é votado novamente no plenário. Para que o processo seja arquivado, bastam os votos da maioria simples presente – a votação só pode ocorrer com quórum mínimo de 41 senadores.


Caso o plenário rejeite o processo, o impeachment é arquivado, e Dilma reconduzida ao cargo. Se o plenário aceitar a continuidade do processo, tem início o julgamento, e a presidenta é notificada para apresentar novamente a sua defesa. Na fase de julgamento, são necessários 54 votos favoráveis (dois terços dos senadores) para que a presidenta perca o mandato definitivamente. Essa última sessão será conduzida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Se o impeachment não for aprovado, a presidenta será reconduzida ao cargo.