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Amor de mãe faz bem ao coração e também ao cérebro, diz especialista

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Rachel Piersig Photography / Oferecer carinho e ajuda nos primeiros anos da infância ajuda no desenvolvimento escolar”, diz pesquisa

 


"Acreditamos que isso se deve a uma maior plasticidade cerebral quando a criança é menor, o que significa que o cérebro é afetado mais fortemente por experiências no começo da vida. Isso sugere que é vital que crianças recebam apoio emocional e afeto nesses primeiros anos” (Joan Luby)


(LONDRES) Por Arelys Gonçalves - Em muitos países da América Latina, o segundo domingo de maio é um dia especial e próprio para comprar flores, fazer visita ou ligar para aquelas mulheres inesquecíveis que nos deram a vida. No entanto a distância e as circunstâncias fazem isso impossível, porém, o agradecimento e a satisfação de ter tido aquela pessoa tão querida e comprensiva conosco é uma experiência insubstituível e que marcará sempre nossa existência.


Há quem diga que amor de mãe não tem comparação. Esse sentimento de felicidade e conforto transmitido a cada abraço em um pequeno sorriso pode encher de alegria os corações mais tristes.

Segundo a ciência, os efeitos positivos dessas manifestações de amor e carinho podem ser ainda mais transcendentais para a saúde fisica e mental das crianças. Essa relação do afeto maternal no crescimento dos filhos tem sido objeto de estudo da psiquiátra infantil Joan Luby - pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

Luby conseguiu concluir após uma série de estudos que, além do lado emocional, outra parte do cérebro infantil pode crescer até duas vezes mais rápido nas crianças que recebem mais demonstrações de carinho e afeto nos primeiros anos vida.


A autora descreveu que antes dos seis anos o benefício das demonstrações afetivas têm impacto mais relevante e positivo, um afeto que não é possível compensar nas etapas maduras do crescimento.

A psiquiatra - que fez a pesquisa com 127 crianças avaliadas periodicamente através de ressonâncias magnéticas, do início da idade escolar, incluindo adolescentes - observou que nos primeiros anos de vida o cérebro responde de forma mais ativa a estímulos de carinho maternais, em razão da maior plasticidade desse órgão.

"Acreditamos que isso se deve a uma maior plasticidade cerebral quando a criança é menor, o que significa que o cérebro é afetado mais fortemente por experiências no começo da vida. Isso sugere que é vital que crianças recebam apoio emocional e afeto nesses primeiros anos”, conclui a cientista.


Joan Luby também confirmou ao Science Daily que as ressonâncias mostraram as consequências do compartimento das mães no hipocampo - área responsável pelas ações, como controle de emoções e memória. Para ela, o apoio na idade pré-escolar é essencial, porque o cérebro fica mais afetado pelas experiências nos primeiros anos de vida, embora seja importante continuar com o apoio emocional quando a criança amadurece.


A pesquisa demonstrou que o desenvolvimento mais saudável dos grupos com mais apoio materno tinha impacto positivo na adolêscencia. Assim, a psiquiatra concluiu que é essencial oferecer orientação mais aprofundada aos pais, para que tenham consciência do valioso efeito do amor familiar e aprender a expressar emoções de maneira positiva e motivadora.

A mudança no comportamento familiar pode transformar filhos melhor preparados para desafíos escolares, como adaptação, desenvolcimento infantil e também adultos mais fortalecidos.




*Antes dos seis anos o benefício das demonstrações afetivas têm impacto mais relevante e positivo, um afeto que não é possível compensar nas etapas maduras do crescimento.