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Mariana: Maior desastre ambiental do Brasil completa 6 meses

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(LONDRES) Da Redação - Seis meses depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, moradores sofrem com a poeira e a água barrenta, descendo pelos rios da região. O colapso da barragem do Fundão depositou um volume de 20 mil piscinas olímpicas, em resíduos de produção de minério de ferro, que correram cerca de 700 quilômetros até desaguar no mar, na costa do Espírito Santo.

A barragem que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 pertence à mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a anglo-australiana BHP. A tragédia causou 19 mortes e um rastro de devastação em 40 municípios. Um corpo ainda não foi localizado.


A lama gerada pelo rompimento devastou locais por onde passou, atravessou o Rio Doce, em Minas e no Espírito Santo, e chegou ao mar. A lama tirada das ruas de Barra Longa, um dos distritos mais afetados, virou uma montanha na entrada da cidade. Além disso ainda há muita terra nas áreas mais devastadas.

A Samarco recorre de multas ambientais que somam pelo menos R$ 430 milhões. A empresa não pagou nenhuma delas, pois está recorrendo de todas as notificações, dentro do que possibilita a legislação.



Recuperação do Rio Doce


A Samarco afirmou na quarta-feira (4) que apresentou as devidas respostas nas esferas administrativas das multas e notificações e aguarda a avaliação dos órgãos competentes. A empresa ainda informou que aportou recursos de cerca de R$ 500 milhões na recuperação da bacia do Rio Doce, desde março último, cumprindo o acordo que fez com a União e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo, além da Vale e BHP Billinton.