5 °C
Portugal

Escolas privadas entregam 50 mil cartas ao Ministério da Educação para manter financiamento

|

Pag12 Escolas RTP

Hugo Delgado / Comunidade pede melhorias na educação


(LONDRES) Da redação - Centenas de pais, professores e encarregados de educação de escolas particulares e cooperativas deixaram na segunda-feira (9) mais de 50 mil cartas na residência do primeiro-ministro Antônio Carlos num protesto pela educação de Portugal.



Em quatro carrinhos de mão, com inúmeras caixas, a comunidade escolar entregou metade das cartas que conseguiu recolher, pedindo ao governo que anule o despacho que definiu o financiamento a escolas privadas em regiões onde não existe oferta pública ou existindo a oferta, mantém-se apenas o financiamento de turmas até que seus alunos acabem o ciclo de ensino que atualmente frequentam.



José Silva, representante da Associação de Pais da Escola Didaxis em São Cosme, Famalicão, é um dos manifestantes que critica a atuação do Ministério da Educação, acusando-o de querer "rasgar o contrato assinado no ano passado", o qual estabeleceu o financiamento das escolas particulares e cooperativas por período de três anos.



A Cooperativa Didaxis tem cerca de 3.330 alunos que frequentam entre o 5.º e o 12.º ano. Segundo Silva, o fim do apoio estatal vai obrigá-los a se mudar para a escola pública "que fica a 12 km de distância".



Funcionários e professores lembram ainda que o corte no financiamento colocará em cheque muitos postos de trabalho. A concentração começou às 11 horas, em frente ao Palácio de São Bento, e a entrega das cartas demorou cerca de meia hora. Por volta das 12 horas, uma delegação foi recebida pelo assessor para Assuntos Econômicos.