18 °C
Brasil

Relatório denuncia morte de 11 operários em obras olímpicas

|

Foto2BrasilParqueOlimpico

Obras no entorno do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca




(LONDRES) Da Redação - Relatório divulgado na semana passada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro denunciou que 11 operários morreram, entre janeiro de 2013 e março de 2016, em obras de instalações esportivas ou de legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O número foi apresentado por ocasião do Dia Mundial para Segurança no Trabalho. Segundo o parecer, o número de vítimas foi muito alto. Como comparação, o relatório aponta que não houve morte de trabalhadores nas obras para as Olimpíadas de Londres 2012.

A Superintendência efetuou 260 ações de fiscalização, com 1.675 autos de infração lavrados. Houve 38 interdições e embargos.


"É um time de futebol de mortos. Isso tudo causado por falta de planejamento, sem dúvida. É a correria na hora de finalizar", afirmou Elaine Castilho, que coordena o trabalho de fiscalização nas obras de legado olímpico.


O maior número de mortes ocorreu nas obras da Linha 4 do metrô, que ligará a Barra da Tijuca à Zona Sul carioca. Três operarários perderam a vida durante o período verificado.


Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que lamentava as mortes e que presta solidariedade às famílias das vítimas. "O governo municipal ressalta, porém, que, diferentemente do que aponta o relatório, vários projetos não têm qualquer relação com os Jogos Olímpicos, como o Museu da Imagem do Som, a Nova Subida da Serra e a Supervia. E mesmo as demais obras dizem respeito a projetos de legado, ou seja, são inspiradas pelos Jogos mas não possuem vínculo direto com o evento".

O superintendente regional do Trabalho no Rio, Robson Leite, disse que o número de mortes em obras olímpicas é "assustador". De acordo com ele, na obras para Copa do Mundo de 2014, em todo Brasil, oito trabalhadores morreram.