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Outra tragédia no Mar Mediterrâneo mata centenas de imigrantes

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Reuters/ Sobreviventes do naufrágio chegam à Grécia 


(LONDRES) Da redação - O naufrágio de uma embarcação na semana passada no Mar Mediterrâneo pode ter deixado centenas de mortos, pois ao menos 500 pessoas estavam a bordo, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

Se as mortes forem confirmadas, esse pode ter sido o pior desastre dos últimos 12 meses na região. Em relatório divulgado na semana passada, o organismo afirmou que o barco vinha da Líbia e tinha como destino a Itália.


Representantes da Acnur entrevistaram alguns dos 41 sobreviventes, que foram resgatados e levados à Grécia. Segundo eles, após várias horas de viagem, os traficantes de seres humanos, responsáveis pelo trajeto, tentaram transferir o grupo para um barco maior, que estava lotado e que começou a naufragar por conta do peso.

Muitos dos sobreviventes não chegaram a entrar na outra embarcação, enquanto outros conseguiram nadar de volta ao barco menor. Os imigrantes eram em sua maioria de origem somaliana, sudanesa, etíope e egípcia.


Só em 2015, a Itália foi porta de entrada para mais de 150 mil pessoas, que fugiam das guerras, miséria e perseguições especialmente de países do norte da África, Afeganistão e Iraque. O país italiano é a segunda “rota de imigrantes” pelo mar, ficando atrás apenas da Grécia - que recebeu mais de 840 mil no ano passado. Mais de 170 mil pessoas chegaram à Europa em 2014 a partir da Líbia. Em 2016, cerca de 25 mil enfrentaram a mesma travessia.


Num comunicado, o Acnur pediu que o bloco europeu "aumente as vias regulares de admissão de refugiados e requerentes de asilo" para poder administrar "a emergência na Europa".

Sobreviventes não serão deportados para a Turquia, no âmbito do acordo selado pela União Europeia, porque vieram da Líbia – país em conflito com o qual o bloco comunitário não tem nenhum pacto de retorno.