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Terremotos no Equador e Japão deixam centenas de mortos

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Ariel Ochoa - AFP / Destruição na cidade de Manta, no Equador, após terremoto que matou pelo menos 77 pessoas 


(LONDRES) Da Redação - Um terremoto de magnitude 7,8 na escala Richter foi registrado no sábado na costa do Equador, noroeste do país, próximo à cidade de Muisne, deixando pelo menos 77 mortos e 588 feridos, segundo o governo. As autoridades decretaram estado de emergência em seis províncias.


O tremor, captado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, foi o mais forte ocorrido no país desde 1979. O governo equatoriano informou que disponibilizou 3 mil cestas básicas, 7,6 mil colchões e cobertores e 10 mil garrafas de água às famílias afetadas.


Além disso, 241 médicos e paramédicos da Cruz Vermelha, 4.600 policiais e 10 mil membros das forças armadas foram mobilizados. Para ajudar nos serviços emergenciais, foram disponibilizados US$ 300 milhões.


"Estamos organizando os esforços de resgate em lugares diferentes por causa da emergência. É importante manter a calma neste momento. Força, nos levantaremos desta", disse o vice-presidente Jorge Glas, há 241 médicos e paramédicos membros da Cruz Vermelha trabalhando no atendimento às vítimas.


O presidente do Equador, Rafael Corrêa, que estava em Roma, voltou para a capital Quito, onde casas chegaram a ficar sem energia devido ao terremoto.


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Reuters / Soldados japoneses trabalham no local do tremor. Pelo menos 41 pessoas morreram 


Tremor no Japão deixa pelo menos 41 mortos


Uma série de terremotos registrados desde quinta-feira (14) no sudoeste do Japão deixou pelo menos 41 mortos, enquanto o número de feridos chega a dois mil. As autoridades temem um número maior de vítimas em razão das dezenas de pessoas que seguem soterradas.


A região de Kumamoto, na ilha de Kyushu, foi atingida por uma série de terremotos e réplicas que provocaram uma gigantesca avalanche de lama e pedras, que soterrou casas e cortou uma rodovia.


"Salvamos pessoas sob escombros em várias partes. A polícia, os bombeiros e as forças de autodefesa fazem tudo para socorrer as vítimas", declarou à AFP Yumika Kami, porta-voz da prefeitura de Kumamoto.


Mais de 2.000 pessoas foram tratadas devido a ferimentos, cerca de 160 mil permanecem em refúgios e 78 mil famílias seguem com o fornecimento de energia elétrica cortado.


As Forças de Autodefesa do Japão, que enviaram 15 mil soldados para ajudar nos trabalhos de resgate, estão fornecendo água e mantimentos aos evacuados em várias localidades da região.