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​ Pesquisa revela quais são as linhas de metrô mais perigosas de Londres

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Foto: Virgin-atlantic


(LONDRES) Por Ulysses Maldonado - O metrô de Londres pode ser um lugar perigoso, especialmente à noite, quando os passageiros se tornam um alvo mais fácil. No entanto, alguma vez você se perguntou quais são exatamente as zonas mais seguras? Agora, elas foram reveladas por um relatório da polícia de transporte britânica.


O maior número de agressões e ataques sexuais ocorre atualmente na Central Line. Mas entre 1º de janeiro de 2014 até 8 de dezembro de 2015, a linha com os mais altos índices de criminalidade foi a Piccadilly Line, com 3.450 ocorrências notificadas.


Os dados revelam ainda que 12.527 crimes foram registrados, como furto, fraude e assaltos violentos nas linhas de metrô e na Docklands Light Railway (DLR) em 2015.

Isto significa que a média de delitos por dia ocorridos no metrô de Londres neste período é de 34. No ano passado, foram registrados mais de 800 casos de crimes sexuais no metrô.


Em 2015, a Central Line teve o maior número de casos de crimes reportados. Ao todo, foram 1.918 delitos, sendo 198 sexuais e 625 furtos. Além disso, houve 15 crimes relacionados ao tráfico de drogas e nove assaltos.

Em 2015, o segundo lugar ficou com a Piccadilly Line, que tem estações em pontos conhecidos como Piccadilly Circus, 


Covent Garden e Leicester Square. Nesta linha houve 613 furtos, 82 delitos sexuais, 11 assaltos e 20 crimes relacionados a drogas, entre outros. A Northern Line ficou em terceiro lugar, com 1.527 ocorrências, enquanto a Jubilee registrou 1.525 delitos.


A linha com o menor número de delitos foi a Waterloo & City, onde só foram registrados 10 crimes entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2015. A razão para isto é que esta é a linha mais curta da capital e ela só opera entre Bank e Waterloo de segunda a sexta-feira.


Um porta-voz da polícia de transporte britânica afirmou que “as estações que concentram um grande número de pessoas geralmente têm um número maior de ocorrências”.

Porém, o funcionário ressaltou que “as estações maiores e mais congestionadas também possuem uma maior presença policial, e por isso muitos crimes não deixam de ser registrados pelos passageiros como conseqüência da atividade dos agentes”.