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Investigação sobre José Sócrates pode terminar depois de setembro

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Foto1JosScratesAFP

AFP / O ex-primeiro-ministro é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele chegou a ser preso durante 11 meses 


(LONDRES) Da Redação - O prazo definido pelo diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para a conclusão da investigação da Operação Marquês, que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, foi 15 de setembro.

Segundo Amadeu Guerra, os procuradores “estão conscientes da responsabilidade que têm", mas diante do volume do material ainda há muito por fazer e o prazo poderia ser alargado além deste prazo.


A defesa de José Sócrates disse que o atraso era um "escândalo público". Ao jornal Diário de Notícias, o advogado João Araújo afirmou que os prazos são definidos por lei e não pelos "senhores procuradores do Ministério Público". O advogado criticou ainda o fato de não ter sido oficialmente informado sobre o prazo estipulado. Outro advogado do político, Pedro Delille, afirmou que a decisão é "inadmissível" e “envergonha a Justiça portuguesa”.


Com a medida, Amadeu Guerra concedeu mais seis meses ao procurador titular do processo, Rosário Teixeira, para concluir a investigação e decidir se aceita a acusação contra o político ou arquiva o processo, caso não existam indícios suficientes contra José Sócrates.


No parecer em que estabeleceu o prazo, o diretor da DCIAP afirma que “Ministério Público está obrigado a analisar todas as provas recolhidas para depois tomar uma decisão e uma posição sobre a existência de crime, identificar os seus agentes, a responsabilidade de cada um deles”.




O ex-primeiro-ministro foi preso em 21 de novembro de 2014, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude fiscal qualificada. José Sócrates chegou a ficar 11 meses presos preventivamente em Évora.