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Seminário em Lisboa gera polêmica ao reunir líderes políticos pró-impeachment

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Facebook/Brigada Herzog / Grupo de brasileiros se manifestou contra seminário que reuniu nomes da oposição, como Áecio Neves e José Serra


(LONDRES) Da Redação - Na terça-feira da semana passada aconteceu em Lisboa o IV Seminário Luso-Brasileiro de Direito, promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. O evento, que conta com a presença de lideranças políticas brasileiras na campanha pró-impeachment da atual presidente Dilma Rousseff, provocou protestos na capital lusa.


Após divulgada a lista de palestrantes e convidados a discursar, o evento foi encarado por diversos brasileiros que vivem em Portugal como um palco para líderes políticos se reunirem para discutir estratégias para pressionar pelo impeachment, o que motivou a mobilização de cerca de 50 brasileiros em frente à Faculdade de Direito para demonstrar apoio ao governo. Alguns deles carrregavam garrafas do vinho português “Golpe” junto a dizeres como “Se querem tanto um golpe contentem-se com este, mas cuidado com a ressaca”


O seminário, que aconteceu entre terça e quinta-feira, abordou a temática “Constituição e Crise: A constituição no contexto das crises políticas e econômicas”, e entre os participantes convidados a palestrar no evento estavam o senador do PSDB Aécio Neves, o vice-presidente Michel Temer e o ex-governador de São Paulo José Serra. Além do ministro do STF Dias Toffoli, do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz.


Dos participantes que assumem um posicionamento pró governo foram convidados o senador do PT Jorge Viana e o ex-advogado da União Luiz Inácio Adams.

Além dos brasileiros, políticos da centro-direita portuguesa como o ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho e o atual presidente Marcelo Rebelo de Sousa também receberam convite, que rejeitaram sob a justificativa de incompatibilidade de agenda.






Entretanto, na opinião do cientista político português Costa Pinto, "não há dúvidas de que eles desistiram de participar por causa da maneira como o seminário foi tratado pela mídia e o governo brasileiro. Nem o presidente nem o ex-premiê querem correr o risco de ficarem associados a uma iniciativa que possa ser entendida como um ato político da oposição".