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Abril: o começo do ano no Reino Unido

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(LONDRES) Por Fernanda Freitas e Cristiane Lebelem - Quem vive no Reino Unido já sabe o quanto abril é um mês cheio de novidades no setor financeiro. Muitos trabalhadores esperam ansiosamente pelo começo do ano fiscal, que se inicia no dia 1º de abril, já que para uma boa parcela da população isto significa um ajuste nos gastos e rendimentos das famílias que moram no Reino Unido.


Com o acréscimo de 50 pences no salário mínimo por hora, também entra em vigor as alterações no preço dos produtos e taxas de serviços. Apesar da inflação estar em 0.3%, a taxa de imposto do Council, as prescrições farmacêuticas e contas de celular subiram, e o impacto já pode ser sentido no bolso dos trabalhadores. Além disso, a jornada de trabalho pode sofrer alguma redução, e ainda se estima que funcionários possam ser cortados em empresas que não conseguem arcar com esses aumentos.


A previsão é de que de 1,8 milhão de trabalhadores maiores de 25 anos passem a receber £7,20 por hora a partir do ínicio do novo ano fiscal britânico, segundo o anúncio feito pelo chanceler George Osborne em 2015.

Mas o que aparentemente seria razão para aumentar o poder aquisitivo dos trabalhadores, pode ter um resultado contrário, já que muitos preços estão acompanhando ou até mesmo superando esse aumento.


A “Council tax” teve um crescimento médio de 3%, enquanto a conta da farmácia, nas prescrições médicas, cresceram 2.4%. A conta dos serviços odontológicos também está pesando mais do que antes, com aumento de 5%, assim como o valor do check-up, que passa a ser de £19,70, e das operadoras de telefonia celular, que subiram o preço das chamadas e dos planos.

Contudo, o que pode afetar mais os cidadãos são as medidas previstas para serem adotadas pelos empregadores para manter sua conta final equilibrada. Estratégias como reduzir vagas de trabalho, corte de horas e uso de máquinas para substiuir certas funções são esperadas.


Segundo disse James Hick, da empresa britânica de recrutamento Manpower, em entrevista ao The Guardian, “algumas companhias optarão por funcionários menores de 25 anos, nos quais o National Living Wage não se aplica, além de modificarem os benefícios extras oferecidos como forma de diminuir o impacto dessa mudança no lucro da empresa”. Nos próximos meses serão observados os efeitos desse acréscimo no salário, na conta do mercado, aluguel, telefone e médico.