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Empregos

A comunicação e o empreendedorismo

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(Londrina-PR) Por Alloyse Boberg - Uma das definições para o verbo empreender é “resolver-se a praticar”. Achei essa definição bastante próxima da realidade do empreendedorismo brasileiro. Para ser empreendedor é necessário ter uma série de habilidades, como visão, por exemplo. E perspicácia para enfrentar os obstáculos mais inesperados possíveis – apesar de todo planejamento.


Tenho chegado à conclusão de que o brasileiro é mesmo corajoso porque, para empreender, é preciso muita coragem. Em uma nação onde 27% da população adulta é formada por empreendedores, só posso concluir que temos quase 30% de brasileiros que adoram um desafio.



No entanto, particularmente, acredito que a palavra que mais se encaixe ao perfil do empreendedor é persistência. Como é preciso ser persistente para continuar em frente! Claro, é preciso uma série de coisas, como inovação e planejamento também. Mas persistência é uma palavrinha que todo empreendedor conhece. E é por isso que hoje vou contar uma história de persistência e sucesso.


Há uns dois anos, subi dois lances de escadas de um prédio e adentrei o primeiro espaço coworking de Curitiba. Um local charmoso, modesto e com um ar cool. Lá estava o dono do local, André Pegorer. Um rapaz novinho (aparentava ter mais ou menos a minha idade), com um olhar bem profundo e uma voz mansa que tranquiliza até os mais agitados. Quando cheguei, ele estava varrendo o chão. E, então, parou o que estava fazendo para me apresentar o local. Fiquei muito feliz com a visita e nunca mais parei de ir ao Nex.



André conseguiu, em poucas palavras e com toda sua diplomacia característica, me explicar o que era um espaço coworking. Para alguém como eu, que sempre teve um destino certo de trabalho (ou seja, fui empregada durante 15 anos), entender essa nova dinâmica de trabalho pareceu-me um pouco estranha em um primeiro momento. Mas André logo me advertiu: “Além de um escritório, o ambiente de coworking é um local muito bom para se fazer networking, conhecer gente nova e fazer amigos”. Ele estava certo em tudo. Enquanto estive no Nex (não deixei de ir lá, apenas mudei de cidade), troquei serviços com outros empreendedores, ganhei clientes e conheci pessoas maravilhosas, que hoje são meus amigos. O que me chamou a atenção, dois anos atrás, era que, em Curitiba, ter um espaço coworking poderia ser um grande risco. Inaugurar um produto ou serviço novo é sempre um risco.



Lembro-me do André dizendo, naquela época: “Eu tenho de varrer o chão, lavar a louça, trocar a lâmpada, arrumar os móveis, cuidar da contabilidade, receber as pessoas, tudo sou eu que faço.” E foi então que dois anos depois eu vi o resultado de tanta persistência. O Nex vai mudar de endereço e se tornar o maior espaço coworking do país. Além disso, planeja abrir filiais no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte.


No ano passado, André participou como painelista na quarta edição da Conferência Europeia de Coworking, em Barcelona, na Espanha. O evento reuniu empreendedores de mais de 40 países que, durante quatro dias, debateram sobre as novas formas de trabalho e novos modelos de negócios baseados em colaboração e inovação.



Na próxima edição do BNNP, você confere um bate-papo com o André sobre empreendedorismo e comunicação. Não perca!

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