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​Como são recebidos os refugiados no Brasil?

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Por Simone Pereira


Crise dos refugiados na Europa é um assunto que está sempre em pauta na mídia. Enquanto o Brasil ganha espaço na imprensa pela atual crise política e econômica, pouco se fala sobre o que o Brasil está fazendo para acolher os refugiados. Entre 2010 e 2014, o aumento de solitação de refúgio no país cresceu mais de 960%.

Por meio de organizações como a Casa de Passagem “Terra Nova” coordenada pelo governo do São Paulo, a Caritas – Arquidiocesana de São Paulo, os refugiados no Brasil recebem apoio social, psicológico, pedagógico e jurídico.

No momento, a Casa de Passagem abriga pessoas de Angola, República Democrática do Congo, Gana, Nigéria e Marrocos; mas já passaram pela casa refugiados de outros países, como Bolívia, Colombia e Síria. Os sírios representam o maior grupo de refugiados reconhecidos pelo Brasil e São Paulo é o estado que mais recebe solicitações.

Foi na Casa de Passagem que tive a oportunidade de conhecer a angolana Nascimento, prestes a ganhar o segundo filho. Segundo a jovem, os motivos que a levaram a mudar de país foi devido a perseguição religiosa. Com filhos pequenos e ha pouco tempo no Brasil, Nascimento já faz planos: “Quero voltar a estudar, quero fazer faculdade de marketing”.

Outra refugiada é a também angolana Juliana, que está na Casa desde agosto passado. “Eu já estou aqui, tenho que gostar daqui”, conta Juliana, que chorava muito no início e atualmente participa de várias atividades sociais da casa.

Embora os haitianos não sejam considerados refugiados, o governo reconhece a necessidade de dar apoio humanitário ao povo do Haiti por meio de vistos humanitários. De acordo com os dados do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) até 2015, 45.607 haitianos fizeram solicitação para se estabelecerem no Brasil.

Outra organização que auxilia os refugiados é Programa de Apoio para Recolocação dos Refugiados (PARR), que ajuda a inserir estes imigrantes no mercado do trabalho, quebrar o estigma em relação aos refugiados, e fazer desta integração um crescimento para brasileiros e estrangeiros.

Todos os trabalhos realizados com os refugiados no Brasil visam protegê-los de qualquer forma de exploração e preconceito. Os que chegam ao Brasil tem acesso a atendimento médico e escolar, gratuitamente, e os seus direitos trabalhistas são assegurados como a de qualquer outro brasileiro. Essas pessoas que chegam a outro país em busca de segurança, devem ser respeitadas. Que sejam bem-vindos e ajudem nos a construir um Brasil ainda melhor e com mais diversidade.

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Simone Pereira é jornalista, consultora de imigração e co-founder do viageminvestimento.com.