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Presidente de Portugal visita Moçambique com intenção de estreitar relação com países de língua portuguesa

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Marcelorebelo


(LONDRES) - Com DN - Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal, fará uma visita de Estado a Moçambique após as comemorações do 25 de abril. A viagem, que acontecerá após o líder ir ao Vaticano e à Espanha, no dia 17 de março - marca a aposta do presidente na política externa e, em particular, no estreitar de relações com a Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP).


Já na quarta-feira passada (9), o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, revelou ter convidado Marcelo para visitar o país. A ligação do presidente português com Moçambique vem do pai, Baltazar Rebelo de Sousa, que viveu no local e foi governador-geral da então colônia portuguesa entre 1968 e 1970.


A prioridade da política externa de Marcelo encaixa-se na do governo, que também definiu a CPLP como ponto de atenção. A primeira visita oficial do primeiro-ministro luso, António Costa, foi precisamente a Cabo Verde, onde defendeu a livre circulação de pessoas e a residência entre os países da comunidade de falantes de português.


E, neste ponto, Moçambique surge como um destino natural. No próprio discurso de posse, Marcelo destacou a "vontade de construir um novo futuro” apoiado “numa eloquente e calorosa fraternidade, e comunidade de destino, na pessoa de sua excelência, o presidente Filipe Nyusi."


Portugal é, aliás, o terceiro país que mais investe em Moçambique. De acordo com dados do INE (Instituto Nacional de Estatística), as exportações para aquele país quase quintiplicaram: cresceram de 64,7 milhões de euros em 2005 para 318,4 milhões de euros em 2014.


A ideia de Marcelo é aproveitar o fato de Brasil e Angola estarem em crise para Portugal voltar a afirmar a sua força como potência na CPLP (o secretário-geral da instituição é moçambicano).


Além de Cabo Verde (para onde foi Costa) e Moçambique (para onde vai Marcelo), Angola também é uma prioridade para o presidente, já que existe uma preocupação quanto aos efeitos que a crise no país pode ter em Portugal.