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O mundo precisa das mulheres e suas conquistas

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Angelamerkel


(LONDRES) - Por Natália Baffatto - Um dos nomes mais noticiados no mundo e na Europa é, sem dúvida, Angel Merkel. A primeira-ministra alemã é a mais solicitada quando o assunto é imigração, crise europeia e até futebol.


A Alemanha, país que lidera com sua política firme e que notoriamente tem se destacado, é uma das nações que mais recebem refugiados e está colaborando com a resolução da problemática migratória que assola o velho continente.


No recente acordo com David Cameron para o Reino Unido apoiar a permanência na União Europeia, foi Merkel quem liderou a maioria dos encontros entre os líderes da UE e foi opinião valiosa na decisão de ceder valores importantes do bloco na luta contra o Brexit.


Nos EUA, outra mulher que se destaca no mundo político é Hillary Clinton, que está na disputa para a presidência do país. Apesar de não ter ganhado a eleição contra Bernie Sanders no domingo (6) no Maine, a ex-secretária de Estado chegou ao caucus (como se chama a assembleia popular) com 1.121 delegados, contra os 481 de Sanders, quando são necessários 2.383 para conseguir a candidatura. Hillary aparece como favorita das pesquisas, com uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais, segundo a média elaborada pelo portal Real Clear Politics.


A força feminina não está apenas no plano real. No digital, a megaplataforma de vídeos Youtube, comprada e gerida pelo Google, iniciou um projeto global e uma parceria com a ONU para potencializar a participação feminina na plataforma e dar visibilidade às mulheres às vésperas do Dia Internacional da Mulher.


Nos últimos meses, o YouTube selecionou produtoras de conteúdo de cinco países: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, além de diretoras criativas, para gravar um total de 50 vídeos, que evidenciam a força das mulheres.


Elizabethii


No próprio Reino Unido, existe uma mulher que tem decidido leis e indicado caminhos à Grã-Bretanha que podem mudar o futuro do país: Theresa May é ministra dos Interiores e está em forte discurso para que o Home Office aperte as leis de imigração cada vez mais, numa disputa forte contra a campanha de David Cameron de permanecer na União Europeia.


E por falar em Reino Unido, é impossível ter em mente as mulheres que fazem e fizeram história em seu território é quase utópico. Vejamos Elizabeth II, que comemora 90 anos em 2016, com eventos em todo a Grã-Bretanha para celebrar seu reinado, o anúncio da Elizabeth Line em sua homenagem na nova linha de metrô londrina, e o passado deixado por Margaret Thatcher e a Rainha Victoria. Todos os dias podemos lembrá-la pegando o tube, afinal, a Victoria Line é totalmente dedicada a ela.


Kate Middleton é a nova queridinha de todo o Reino Unido e estampa as capas de jornais diariamente com a perpetuação da família real. A “nata britânica”, sem dúvida, não teria o mesmo prestígio hoje em dia se não fosse pela Duquesa de Cambridge.


Enquanto isso na Itália, milhões comemoram a conquista da união civil gay. Italianas homo e heterossexuais foram às ruas a favor de um país mais moderno, sem se deixar cegar pelos seu próprio tradicionalismo, impulsionado pela presença eterna do Vaticano. A vitória representa a evolução de decisões que foram definidas há séculos.


Margarida Marques, em Portugal, possui uma das funções mais estratégicas em toda UE e, com uma posição mais sensível que seus parceiros de política, está levando o país a ponderar decisões polêmicas, como aquele em relação ao Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês), que tem levado milhares de manifestantes na rua contra criar uma zona de livre comércio entre a União Europeia e os Estados Unidos.


No entanto, apesar de tantas conquistas, tem-se indícios de que as mulheres continuam ainda vivendo num mundo instável às questões de gênero. Uma recente pesquisa feita pelo Vigilantes do Peso no Reino Unido apontou que, ao menos oito vezes por dia, elas se criticam, apontando os próprios defeitos. A aparência física costuma estar no centro de cobranças desnecessárias, que podem prejudicar a saúde física e emocional.


Seja com suas conquistas e dúvidas, ou com persistência e sensibilidade, são essas figuras femininas que compõem uma história de valores e vozes que evoluem na sociedade e inspiram geração após geração pela igualdade e direitos humanos.