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Londres em vez do Rio para as Olimpíadas?

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(LONDRES) - Da redação com Revista Exame (Brasil) - De acordo com a imprensa britânica, os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) teriam procurado a prefeitura de Londres para averiguar se a cidade poderia - em caso de emergência - assumir mais uma Olimpíada. Tudo issodevido às obras não concluídas na cidade brasileira. Na segunda-feira (8), pela manhã, o Comitê Olímpico norte-americano colocou em análise a não participação dos atletas por conta da possibilidade de contaminação pelo zika vírus e a falta de vacina preventiva.


Na semana passada, a imprensa brasileira também tentou especular, mas o COI negou a possibilidade e disse que o boato não tem "qualquer fundamento e é totalmente impraticável", formalizou em resposta.


Os números demonstram que na mesma fase, outras cidades-sede já estavam bem mais avançadas. "Numa fase comparável de planejamento, em 2004 Atenas tinha feito 40% dos preparativos de infraestrutura, estádios e assim por diante; Londres tinha 60%. O Brasil fez 10% - e eles têm apenas dois anos de sobra. Então, o COI está pensando, em “qual será nosso plano B?”, teria afirmado uma fonte.


John Coates, vice-presidente do COI, foi autor de várias críticas ao andamento das obras, na semana passada. Há menos de duas semanas, ele disse que os preparativos do Brasilpara os Jogos de 2016 são "os piores" que já viu. Na ocasião, no entanto, Coates afirmou que não havia plano B.


Um dos organizadores, que trabalhou com asOlimpíadas de 2012, Will Glendinning, afirmou ao jornal britânico Evening Standard que Londres teria tempo de se recompor para mais uma edição. Na cidade, porém, vários dos palcos dos últimos jogos foram transformados em arenas de acesso público. A vila onde os atletas ficaram hospedados, por exemplo, já tem moradores.


A questão é saber se a informação, que está sendo replicada na imprensa britânica, reflete uma possibilidade real ou se aparece apenas para fazer o Rio correr com os preparativos. Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada na semana passada, Michael Payne, que esteve entre os diretores do COI por cerca de duas décadas e hoje é consultor, disse que o comitê vive uma crise.


“É inquestionavelmente de longe, a organização mais atrasada entre todas as (Olimpíadas) anteriores. OCOIenfrenta atualmente sua pior crise operacional nos últimos 30 anos. Não é uma opinião, é algo comentado e compartilhado por muitas pessoas de dentro da própria entidade”, afirmou Payne.


De qualquer forma, vale restringir-se à matemática, mesmo que inexata. Fontes do jornal londrino reconheceram que as chances da mudança acontecer são “infinitamente pequenas”.