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Primeira Liga: A novidades no gramado

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(SÃO PAULO) Por Tiago Santos - Chega de férias! Os jogadores voltam da pré-temporada e agora é para valer. A bola volta a rolar nos campeonatos estaduais por todo Brasil para a alegria dos amantes de futebol. A novidade na temporada 2016 fica por conta da Primeira Liga ou Sul-Minas-Rio.


O inflado calendário do futebol brasileiro ganha mais uma competição. Dessa vez para confrontar a CBF. Doze clubes de diferentes estados compõem a Primeira Liga, presidida por Gilvan de Pinho Tavares, presidente do Cruzeiro. Os times estão dispostos em três grupos, os três primeiros e o melhor segundo colocado avançam para as semifinais.



Mas quem vence é o futebol brasileiro, que vê os clubes conversarem de maneira harmônica, deixando de lado a organização da CBF. Quando começou a ser estruturada, no segundo semestre de 2015, não havia sequer premiação em dinheiro definida. O maior prêmio era mesmo bater de frente com a Confederação Brasileira de Futebol.


Dois dias antes do início da competição, a CBF chegou a proibir a realização dos jogos da Primeira Liga em nota oficial, alegando que a competição poderia ser disputada apenas até o dia 30 de janeiro, após essa data seria considerada ilegal e os participantes poderiam ser multados, levar suspenções e até sofrer a desfiliação da entidade.


Os clubes da Primeira Liga mantiveram-se firmes e a CBF recuou. Um dia após a realização dos jogos, a entidade aprovou a competição em caráter amistoso. A Primeira Liga faria parte do calendário oficial do futebol brasileiro a partir de 2017.


Um dos principais objetivos da Primeira Liga é fazer com que a receita arrecadada com a transmissão do campeonato seja dividida de maneira igualitária. No contrato das cotas de televisão, renovado em 2016, com validade até 2018, Corinthians e Flamengo receberão R$170 milhões. Aumento de 54%, comparado ao contrato 2012-2015. Entretanto as demais equipes receberam no máximo 42% de aumento no novo contrato. Quem chega mais próximo é o São Paulo, com R$110.


O último grupo de cotas da Série A, composto por Sport, Coritiba, Vitória e Atlético Paranaense receberão “apenas” R$35 milhões cada. A divisão preocupa os torcedores do futebol brasileiro. O modelo atual leva o esporte à bipolaridade, como é na Espanha.


Com muito mais dinheiro para investir, Real Madrid e Barcelona tem amplo domínio no futebol, em razão dos montantes arrecadados, somente às vezes aparece um terceiro time para fazer frente, como o Atlético de Madrid atualmente.


Os moldes apresentados pelos integrantes da Primeira Liga se parecem muito com o exercido pela Premier League. A Liga negociará valores e fará uma distribuição dos valores de maneira mais igualitária para não haver tanta distância no investimento entre as equipes. Assim como na Premier League, mais times terão condições de montar equipes competitivas, brigar por títulos e boas colocações, aumentando o nível técnico dos jogos e os tornando mais atrativos para o público.