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Líderes mundiais se reúnem em Paris para cúpula do clima

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foto 3 COP 21 menina

(LONDRES) Da redação - Começou no domingo (29) em Paris a 21ª Conferência do Clima da ONU (COP21), que reúne cerca de 150 chefes de Estado e governo, o maior evento já realizado pelas Nações Unidas fora de sua sede em Nova York. A COP vai até o dia 11 de dezembro. Os líderes mundiais têm duas semanas para assinar um novo acordo para combater o aquecimento global. Ao todo, 195 países estarão representados.


O ministro do Meio Ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal, representando o último país a sediar a COP, abriu a cúpula e agradeceu aos franceses por manterem o encontro, apesar dos ataques terroristas que atingiram Paris em 13 de novembro.


Antes da abertura oficial, houve minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados. A segurança foi reforçada na capital francesa. Ao todo, 11 mil policiais estão destacados para cuidar do evento. O governo francês reforçou o patrulhamento em hotéis, aeroportos e fechou diversas ruas na cidade para circulação de autoridades.


O ministro peruano disse que um bom acordo relacionado às mudanças climáticas no planeta seria uma forma de superar o horror dos ataques em Paris, que deixaram 130 mortos.


O ministro das Relações Exteriores francês e presidente da conferência, Laurent Fabius, afirmou que o objetivo do evento é chegar a um acordo ambicioso que envolva todos os países participantes. "Estou seguro de que vocês serão capazes de conseguir um bom resultado", disse Fabius.


A COP21 e seus eventos paralelos devem ficar em sua maior parte restritos ao centro de conferências de Le Bourget, no norte de Paris, que fica ao lado de um aeródromo por onde as autoridades estão chegando.


Após a rodada de pronunciamentos dos líderes mundiais, diplomatas iniciarão o período de negociações. A presidente Dilma Rousseff, que participa da cúpula, afirmou que espera um acordo “justo, ambicioso e duradouro”.


Protesto termina em confronto entre ativistas e polícia


Ambientalistas protestaram no domingo no centro de Paris. Na Praça da República, houve confronto entre ativistas e policiais. A tropa de choque lançou bombas de gás lacrimogêneo nos manifestantes.


Em razão dos atentados, as autoridades proibiram grandes aglomerações em Paris, com o argumento de que isso poderia evitar novos ataques. Os militantes, no entanto, desafiaram as ordens do Ministério do Interior da França. Cerca de 100 pessoas foram presas. Em todo o país, o número de prisões chegou a 200.


Segundo a organização não governamental Avaaz, mais de 570 mil pessoas participaram de 2,3 mil manifestações pacíficas em todo o mundo com o objetivo de pressionar os líderes mundiais a chegar a um acordo na COP21.