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Eleições municipais no Brasil podem ser no papel, diz portaria da Justiça

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(LONDRES) Da redação - A divulgação feita no Diário Oficial no fim da semana passada confirma o texto, assinado pelos presidentes dos Supremo Tribunal Federal (STF); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Superior Tribunal de Justiça (STJ); Tribunal Superior do Trabalho (TST); Superior Tribunal Militar (STM); Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF); respectivos conselhos. Essa será a primeira vez em mais de 15 anos que os brasileiros podem ter que votar em cédulas de papel
"O contingenciamento imposto à Justiça Eleitoral inviabilizará as eleições de 2016 por meio eletrônico" diz o artigo 2º da Portaria Conjunta nº 3, de 27 de novembro de 2015. A portaria informa ainda que ficam indisponíveis para empenho e movimentação financeira um total de R$ 1,7 bilhão para STF (R$ 53,2 milhões); STJ (R$ 73,3 milhões); Justiça Federal (R$ 555 milhões); Justiça Militar da União (R$ 14,9 milhões); Justiça Eleitoral (R$ 428,9 milhões); Justiça do Trabalho (R$ 423 milhões); Justiça do DF (R$ 63 milhões); Conselho Nacional de Justiça (R$ 131 milhões).
As urnas eletrônicas foram utilizadas pela primeira vez em 1996, mas somente nas eleições do ano 2000 todo o eleitorado votou eletronicamente.
E na semana passada a presidente Dilma Rousseff promulgou a lei que determina impressão do voto na urna eletrônica. Aprovada pelo Congresso na minirreforma eleitoral, a impressão tinha sido vetada pela presidente Dilma Rousseff em setembro. O veto, porém, foi derrubado na última quarta (18) e o novo sistema será usado nas eleições de 2018.