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Portuguesa lança livro para ajudar imigrantes no Reino Unido

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Livro Vou Emigrar NOTA 2

(LONDRES) Da redação - O número de portugueses vivendo no Reino Unido vem aumentando consideravelmente. Sair do próprio país para morar no exterior não é tarefa fácil. Pensando nisso, Patrícia Marcelino escreveu um guia para ajudar imigrantes que vem para terras britânicas.


O livro eletrônico “Ó Mãe, Vou Emigrar!!!” na verdade é uma série dividida em três partes. A primeira já está à venda e pode ser encontrada na Amazon. A segunda acaba de ser lançada. O guia pode ser visualizado em tablet, computador ou celular. Em breve será lançada edição em papel.


“Trabalho com a comunidade portuguesa há mais de três anos. Faço workshops em Portugal para orientar pessoas que estão pensando em emigrar para o Reino Unido. O que me motivou a escrever foi poder chegar a mais gente ainda”, afirma Patrícia, que trabalhou no Consulado de Portugal e no Citizens Advice – organização que presta auxílio geral a moradores do Reino Unido.


O guia fornece ferramentas e dicas para que as pessoas tomem a decisão de emigrar de forma segura e mais ponderada. “O livro ajuda o leitor a ficar mais informado e confiante antes de vir”, afirma a portuguesa. Além disso, a obra auxilia imigrantes que já estão em UK.


O primeiro volume aborda questões vividas antes da mudança. Nele, o guia traz uma série de dados sobre imigração no Reino Unido, custo de vida no país, moeda, alojamento, língua inglesa, segurança, salário mínimo, viagens de baixo custo e carteira de motorista. Além disso tem uma lista de documentos, seguros e burocracia que os portugueses (e não portugueses também) precisam entender antes de tomar uma decisão tão importante.


No segundo volume, Patrícia trata de questões que o imigrante enfrenta ao já estar vivendo no Reino Unido, como os cuidados ao alugar uma casa, fazer o national insurance number, escolas, transporte e sistema financeiro. No terceiro, a autora tratará da busca de emprego no país.


“O guia serve para pessoas de qualquer nacionalidade”, diz a autora, que tem participação ativa na comunidade portuguesa e deu aulas de inglês na biblioteca Tate South Lambeth, em Stockwell, área conhecida como Little Portugal.
“A dificuldade número um é a barreira da língua. Depois de ultrapassá-la, e uma vez que se tenha alguma formação ou profissão, tudo começa a rolar”, afirma.