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Felinos contra o terror

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(LONDRES) Da redação - A capital da Bélgica, Bruxelas, viveu três dias de alerta máxima contra ataques terroristas, e boa parte das atividades na cidade como escolas e metrô não funcionaram no fim de semana e na segunda-feira (23). Além disso a polícia local realizou várias operações antiterror em busca de suspeitos e de Salah Abdeslam, apontado como um dos extremistas responsáveis pelos atentados de Paris, que deixou 130 pessoas mortas.


Bruxelas é “fechada” por 3 dias por ameaça terrorista


Até segunda-feira, 21 suspeitos foram presos em 24 operações. Autoridades afirmam que existe uma rede terrorista ativa em Bruxelas. O mentor dos ataques de Paris teria planejado o crime na cidade. Segundo a polícia, existe a ameaça de um ataque similar nas ruas da capital belga. Apesar do aparato montado, não foram encontrados armas ou explosivos durante as operações. Abdeslam também não foi capturado.


Todas as escolas de Bruxelas não abriram na segunda-feira. Parte do transporte público foi fechada. Os cidadãos foram orientados a ficar em casa e evitar janelas, numa medida sem precedentes na história da capital. Restaurantes foram evacuados. O centro de Bruxelas chegou a ser isolado pela polícia, que vigiou a região com agentes armados.


No domingo, a polícia do país pediu aos belgas para nada postarem sobre as operações antiterror em redes sociais. O objetivo era não fornecer possíveis informações aos extremistas. A reação de parte da população foi inusitada. Muitos internautas começaram então a publicar fotos com seus bichos de estimação principalmente gatos, acompanhados da hashtah #BrusselsLockdown.


Nas imagens, apareceram felinos de todos os jeitos: fantasiados, pintados, simulando aparência de jihadistas e vestidos com véus e roupas islâmicas. Mais tarde, a polícia belga agradeceu o silêncio e o apoio dos gatos.


Cameron e Hollande visitam Bataclan
O presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, visitaram no domingo o Teatro Bataclan, onde ocorreu o pior dos ataques em Paris. O premier ofereceu uso de base militar no Chipre para a França bombardear a Síria.


Ataque contra hotel em Mali deixa 27 mortos


Um ataque terrorista contra um hotel de luxo na capital do Mali, Bamaco, deixou 27 pessoas mortas. Depois de oito horas de cerco, a polícia do país libertou os reféns capturados no hotel Radisson Blu. Durante o ataque, 170 pessoas chegaram a ficar em poder dos terroristas.


A ação foi reivindicada pela Al Qaeda no Magreb (norte da África) e o grupo radical Morabetoun. Na segunda-feira, outra facção do país afirmou estar por trás do atentado.


O Mali vive uma crise política desde 2012, quando um golpe militar deixou um vácuo de poder. Militantes islâmicos e separatistas assumiram o controle do norte do país. Em 2013, tropas francesas entraram no Mali para tentar controlar a situação.