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Rússia recebe corpos de vítimas da tragédia e nega chance de ataque externo na queda do avião

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(LONDRES) Por Cristiane Lebelem - Autoridades egípcias trabalharam para recuperar os corpos das 224 vítimas e resgatar as caixas-pretas da aeronave que caiu no Egito (Península do Sinai) no fim de semana. Considerada uma das maiores tragédias da história da aviação, a morte de 224 pessoas chocou o mundo e trouxe no começo de sábado (31) mais preocupação sobre a segurança internacional.
Mesmo diante da declaração do braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico, que assumiu a autoria da tragédia, a agência de inteligência russa recusa admitir que um fator externo tenha provocado a queda.
Autoridades egípcias que fizeram uma primeira análise do local do acidente disseram que tudo indicava que poderia ter sido uma falha técnica. "Os soldados do Califado foram capazes de derrubar um avião russo na província do Sinai que transportava mais de 220 ‘cruzados’ que foram todos mortos", afirma o grupo extremista na postagem publicada em contas no Twitter, indicando que agiu em retaliação à intervenção russa na Síria. Cerca de 50 ambulâncias foram enviadas ao local. Os corpos dos passageiros foram levados de avião para o Cairo.
A aeronave russa transportava 224 pessoas entre passageiros e tripulação da companhia Kogalymavia, que fazia a rota Sharm el-Sheij (Egito)-São Petersburgo (Rússia). O avião foi dado como desaparecido dos radares cerca de 23 minutos depois de decolar, às 6h21, horário de Moscou.
O exército egípcio trabalhou nas buscas da aeronave durante a manhã de sábado e de acordo com a agência federal de transporte aéreo (Rosaviatsia) o contato com o avião foi perdido completamente logo após a decolagem.
O primeiro ministro egípcio Ismail Sshariff cancelou todas as visitas oficiais e foi quem deu a confirmação formal da tragédia. Na Rússia, um comitê de investigação abriu processo criminal contra a companhia aérea Kogalymavia.