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Dilma comandou desfiles de 7 de Setembro em meio a protestos

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desfile dilma brasilia

(LONDRES) Depois da grande repercussão do boneco inflável do Lula, batizado de Pixuleco, manifestantes antigoverno estrearam no desfile do 7 de setembro um boneco da presidente Dilma, de 13 metros de altura e “nariz de Pinóquio”, simbolizando as "mentiras do governo".
"Pixulequinhos", pequenos bonecos do Lula vestido de presidiário, eram vendidos por R$10. Segundo a Polícia Federal, Pixuleco é como o ex-Secretario de Finanças do PT, João Vaccari, denominava "propina". A algumas dezenas de metros dos bonecos, cerca de 500 pessoas faziam o tradicional "Grito dos Excluídos", com bandeiras da CUT, MST e PT. Neste ano, o foco foi a crítica ao ajuste fiscal.
Em Brasília, o desfile oficial atraiu cerca de 26 mil pessoas às arquibancadas montadas na Esplanada dos Ministérios. A presidente Dilma Rousseff, que assistiu ao desfile do palanque oficial, ficou isolada de manifestantes, que fizeram um protesto fora da área isolada. Toda a região nas proximidades da região do desfile foi cercada com tapumes de alumínio, que depois de instalados viraram alvos de pichações. A área cercada, de aproximadamente dois quilômetros, terminava junto às arquibancadas, no trecho onde ocorreu o desfile oficial. Esse isolamento é o mesmo adotado desde 2013, segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência. Todas as pessoas que assistiram ao desfile tiveram de passar por revista policial.
Dilma, vestida de branco e usando a faixa presidencial verde e amarela, subiu ao Rolls Royce oficial que, cercado de batedores, percorreu cerca de dois quilômetros para se deslocar até o palanque das autoridades. Depois autorizou o comandante militar do Planalto a dar início ao desfile cívico-militar, comemorativo dos 193 anos da Independência do Brasil.


Pronunciamento


Em pronunciamento em vídeo, divulgado nas redes sociais, a presidente Dilma Rousseff admitiu a possibilidade de ter cometido erros, mas disse que, se isso aconteceu, vai superá-los. Ela também afirmou que o país passa por "dificuldades" superáveis e pediu união para atravessar o período.
Neste ano, em razão das crises política e econômica e de panelaços em pronunciamentos anteriores, o governo decidiu não fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão no 7 de Setembro, somente por meio de vídeo das redes sociais.
No vídeo, Dilma atribui a os atuais problemas a gastos feitos pelo governo para manter o emprego e a renda dos trabalhadores, bem como investimentos e programas sociais. "Agora temos de reavaliar todas essas medidas e reduzir as que devem ser reduzidas". A presidente também relacionou parte dos problemas à crise internacional. "Ninguém que seja honesto pode negar isto. Está visível que a situação em muitas partes do mundo voltou a se agravar, atingindo agora os países emergentes. Países importantes, parceiros do Brasil, tiveram seu crescimento reduzido e foram atingidos pela crise internacional", afirmou.