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Reino Unido pode frear imigração reduzindo benefícios aos recém-chegados

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(LONDRES) Da redação -


Poucos dias depois do resultado eleitoral no Reino Unido, o vencedor das urnas, o governo conservador de David Cameron confirmou que dará prioridade à alteração das leis de imigração, para que o Reino Unido possa “atrair pessoas que de fato trabalhem e contribuam com o país”. O tema ganhou espaço também no discurso da rainha, durante a abertura do ano parlamentar. Na prática, a proposta inclui a obrigatoriedade dos imigrantes recém-chegados pagarem pelos tratamentos no NHS (Serviço Nacional de Saúde).
Detalhes da nova legislação, que o Governo espera aprovar até outono deste ano, serão apontados na Câmara dos Comuns.
A imprensa britânica vem adiantando alguns dos pontos principais do pacote legislativo. O Governo quer proibir os landlords de arrendarem casas a quem não esteja legalmente no país, e promete multas mais pesadas para quem contratar trabalhadores ilegais, além de prever que os imigrantes, incluindo cidadãos da União Europeia, só possam receber o subsídio destinado benefits se estiverem buscando trabalho por mais de seis meses, devendo provar que têm “condições genuínas” de consegui-lo.
Se aprovada a lei, os imigrantes terão também de residir entre dois a cinco anos num município para poderem pleitear os benefícios de acomodação. Há notícias também de que Londres estuda a criação de taxas no NHS a imigrantes recém-chegados ou, em alternativa, pedir aos países de origem, incluindo os membros da UE, que coparticipem parte das despesas.
No mesmo pacote podem entrar alterações à lei a fim de tornar mais fácil a deportação de pessoas condenadas a penas superiores a 12 meses de prisão ou que estejam ilegalmente no país, limitando as situações em que podem invocar o direito à reunião familiar.