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Dada a largada para a corrida pela compra da TAP

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(LONDRES) Da redação Brazilian News -


Um “dia de esperança”, disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, nesta sexta-feira (16) quando foram entregues três propostas de compra da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP). Ele considera que a existência destas propostas devem permitir um processo mais competitivo mas não especificou quem são os candidatos. Segundo reportagem exibida pela Radio e Televisão Portuguesa (RTP) as propostas foram apresentadas pelos empresários Pais do Amaral, German Efromovich e David Neeleman.
“A esperança de ver uma TAP a crescer, uma TAP com capital, uma TAP com condições de concorrer com os seus pares em nível europeu”, defendeu Monteiro.
O secretário de Estado considera que é o fato de terem sido apresentadas várias propostas deve ser comemorado, “apesar de todas as dificuldades que vivemos recentemente, como a greve de dez dias (…) e com os problemas interno que acabam por prejudicar os processos”.
Sérgio Monteiro constatou que o governo falhou na primeira tentativa de privatização, em 2012, e relembrou que este é um objetivo antigo.
Antes de qualquer decisão, as propostas serão avaliadas pela TAP e pela Parpública. A empresa fará uma avaliação em relação à proposta técnica e à estratégia futura da TAP, enquanto que a Parpública se dedicará à parte financeira.


Neeleman, Efromovich e Pais do Amaral

David Neeleman, Germán Efromovich e Pais do Amaral são os responsáveis pelas propostas entregues. Apesar destas estarem trancadas a sete chaves pelo governo português, esta é a informação que circula na imprensa local.
O empresário brasileiro, radicado nos EUA, David Neeleman é o dono da companhia aérea brasileira Azul e da americana Jet Blue. Neeleman entregou uma proposta de aquisição, através da holding pessoal DGN. Caso seja o comprador, deverá oferecer-se para distribuir 10% dos lucros aos colaboradores, uma política que tem seguido nas suas companhias aéreas.
O empresário Gérman Efromovich continua atrás da TAP. O dono da companhia aérea Avianca e dono do grupo Synergy apresentou mais uma proposta, dois anos depois da tentativa frustrada. Em 2012, o governo justificou a anulação da venda por falta de “garantias bancárias”.
O português Miguel Pais do Amaral também formalizou a sua proposta para a compra da TAP.