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Batalha dos professores: Direitos Humanos encaminham denúncia contra PM do Paraná

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LONDRES e CURITIBA (da redação com Bem Paraná) - Durante toda a semana passada, a Comissão de Direitos Humanos, em Brasília, ouviu depoimentos sobre os fatos ocorridos em Curitiba no final de abril. Os parlamentares conversaram com os professores do estado, profissionais da imprensa e representantes da categoria sobre a violência registrada.


A Secretaria recebeu 18 queixas formais e está encaminhando denúncia contra a PM do Paraná pela ação. Cerca de 200 pessoas acabaram machucadas. Alguns de forma bastante violenta.


A brutalidade com que os manifestantes foram tratados causou repercussão em todo Brasil e também no exterior. Em entrevista à BBC, o comando da Polícia Militar do Paraná ainda insistiu em afirmar que não foi “desproporcional” o uso de aparatos como gás lacrimogênio, sprays de pimenta e balas de borracha, além dos cães contra os manifestantes para conter os protestos. Desproporcional seria usar armas letais", argumentou à TV britânica a coordenação da assessorial de imprensa da PM paranaense.


No Paraná, o dia 29 de abril vai ficar marcado na história. De um lado na luta estavam os professores de todo o estado e do outro os policiais militares. O cenário da guerra foi o Centro Cívico, onde fica a Assembleia Legislativa do Estado, que tinha os deputados reunidos para votar em caráter de emergência um projeto de lei que contrário aos interesses da categoria e dos servidores do públicos do Paraná.


O governo do Paraná foi considerado bastante agressivo não só pelos manifestantes que tentavam impedir a aprovação do projeto, mas por boa parte dos paranaenses que apoiaram os professores e estudantes que confrontaram a Polícia Militar quando tentavam entrar na Assembleia Legislativa para se posicionar contra a votação de um projeto de lei. Dois secretários saíram dos cargos - nas pastas da Educação e da Segurança Pública, além da troca do comando da PM também.


Na última sexta-feira (8), o governador Carlos Alberto Richa (PSDB) publicou uma carta aberta em seu perfil em uma mídia social em que afirma “quem mais saiu mais machucado fui eu”. O que gerou muitas contestações no ambiente virtual.


O projeto de lei da guerra no Paraná


O tal projeto de lei, causador da discórdia, dá ao governador do Paraná o direito a usar os recursos do fundo de previdência da Paraná Previdência para outros fins. Na prática, autoriza a condição de uso do fundo previdenciário para pagar os atuais aposentados, ou seja, o que deveria ser usado para pagar os profissionais que se aposentarem no futuro, está sendo usado para custear a responsabilidade de pagar a atual aposentadoria dos servidores públicos. Com este projeto aprovado o governo deixa de gastar R$ 140 milhões todo mês e compromete os recursos para os futuros aposentados. Este foi estopim da batalha que o mundo todo noticiou.


O Ministério Público do Paraná já está estudando o caso para se manifestar a respeito.