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Turismo

Natal: o paraíso fica na esquina do Brasil

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Por Paulo Araújo* - Especial para o Brazilian News


 Fotos: Canindé Soares


 


Localizada bem próximo à “esquina” do Brasil, a cerca de sete horas de vôo de Lisboa e 10 de Londres, Natal, no Rio Grande do Norte, é uma das capitais mais charmosas do Nordeste, daquelas para se aproveitar intensamente em qualquer época do ano.


Em Natal (que ganhou esse nome porque foi fundada em 25 de dezembro de 1599), os ventos são constantes e a simpatia do povo potiguar (comedor de camarão, em lingua indígena) também.


Assim como o sol, que dá as caras nada menos do que 365 vezes por anos, aquecendo o conjunto de dunas, o Rio Potengi e o mar de cor verde-turqueza com uma temperatura que não sai dos 28 graus.


 


É a cidade ideal para passar a lua de mel ou comemorar bodas de um grande amor. Com cerca de 1 milhão de habitantes, ainda guarda traços de cidade pequena, mas com ares cosmopolitas. Nos anos 50, um poeta local chegou a dizer que ela era a “Londres Nordestina”, por causa da rapidez com que as novidades chegavam por aqui.


Não a toa, nos anos 1940 a base áerea da capital do RN tornou-se uma das mais importantes do mundo fora dos Estados Unidos e foi um palco decisivo para os americanos ajudarem os ingleses a vencerem a II Guerra. De Natal, partiram mais de 60 mil soldados para combater os nazistas na África. Por isso, ela também é chamada de Trampolim da Vitória e era um dos primeiro lugares em terma firme que os pilotos do correio aéreo exergavam ao cruzar o Atlântico.


Na cidade é possível desfrutar de uma gastronomia incrível, principalmente a base de frutos do mar. Não deixe de conhecer o Camarões, eleito um dos cinco melhores restaurantes do Brasil pelo Guia Quatro Rodas, que há vinte anos serve um cardápio do crustáceo com padrão internacional. Inesquecível! Outra opção imperdível para conhecer o paladar tipicamente nordestino é o restaurante Mangai (o nome significa “um ajuntamento de coisas”), onde é possível comer tapioca, cuscuz, carne de sol, macaxeira, feijão de corda e diversas outras iguarias da culinária potiguar.


 


Um dos passeios mais interessante é o feito de buggie, nas dunas das praias do litoral norte (Santa Rita, Genipabu, Muriu e Pitangui). O pequeno jipe faz acrobacias dignas de filmes de aventura pelos morros de areia, com ou sem emoção, ao gosto do cliente. No fim da tarde, é possível parar em charmosas barracas de frutas e se deliciar com cajus, mangas, abacaxis, pinhas, carambolas, jacas, mangabas e uma infinidade de outras delícias que só se encontra no Nordeste brasileiro.


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O artesanta local também é lindíssimo. Não deixe de trazer para casa uma toalha de renda feita pelas artesãs de São Miguel do Gostoso, a praia mais ao norte do Brasil, que disputa com a badalada Pipa o título de mais cool do Rio Grande do Norte. As peças de cerâmica e as xilogravuras também não podem deixar de vir na mala.


 


À noite, é possível sair para dançar forró (Rastapé), música eletrônica (Peppers Hall, Pink Elephant ou Vogue) ou aproveitar os luais a beira da praia de Ponta Negra, o nosso maior cartão postal.  A variedade de hotéis é imensa e Natal tem uma das maiores ofertas de leitos do Brasil (26 mil), indo dos hostels em Ponta Negra aos luxuosos cinco estrelas de bandeiras internacionais na Via Costeira (avenida de nove quilômetros a beira mar que lembra as estradas da Riviera Francesa).


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Depois da Copa do Mundo, a cidade ganhou um calendário de eventos intenso na Arena das Dunas, estádio construído a partir de um projeto do mesmo arquiteto que projetou o Estadio Olímpico de Londres. Com 16 pétalas, a Arena é parte integrante da paisagem e já recebeu grandes shows, feiras internacionais e, claro, grandes e inesquecíveis partidas de futebol. O carnaval da cidade foi recuperado em 2015 e durante 5 dias a cidade foi só festa, em cinco polos. Para o ano que vem, a folia promete mais.


 


*Paulo Araújo é jornalista e Diretor do jornal Imprensa Oficial do Rio Grande do Norte