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Uma visão geral sobre a história da Homeopatia

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Dra. Renata Hines
renata.hines@virginmedia.com


 


Fazendo um gancho a partir do meu último artigo publicado neste jornal e intitulado “Abraham Lincoln e a Homeopatia”, eu vou discorrer, em várias partes e de modo resumido, sobre a história da homeopatia, os fatores de seu avanço e  de sua queda a qual já foi resumidamente citada no artigo prévio acima mencionado.


A Homeopatia se tornou extremamente popular no EUA e Europa. Seus defensores, entre muitos,  faziam parte da realeza européia, empresários americanos, gigantes literários e lideres religiosos. Contudo, no auge da sua popularidade ela se tornou alvo de animosidade profunda e oposição extrema da medicina do “status quo” vigente. Este conflito entre  a homeopatia e a medicina ortodoxa foi amargo e longo. Sabemos quem ganhou a primeira etapa deste conflito, e estamos a espera da segunda etapa. Contudo e logo, muito se conscientizarão de que uma “luta” por curar doentes é inapropriada, uma vez que várias e diferentes abordagens em relação a cura são necessárias.


Todos que têm acompanhado meus artigos já foram informados de como a Homeopatia começou. Ela começou com as descobertas feita pelo seu fundado, um médico alemão, Samuel Hahnemann (1755-1843). Hahnemann era conhecido por ser um rebelde audacioso e sem medo de dizer o que pensava e de questionar as verdades comumente aceitas. Em suma, ele era um indivíduo que usava o raciocínio e era um profundo pensador e cientista à frente de seu tempo. Hahenmann sofreu muita perseguição pelos médicos ortodoxos e farmacêuticos, chegando a ser preso e ter sua licença para praticar medicina removida. Mais tarde, devido a sua fama na Europa por curar doentes, o Grão-Duque Ferdinand instaurou a Hahnemann permissão especial para exercer medicina e dispensar seus próprios remédios homeopáticos, e Hahnemann se tornou o médico pessoal desta realeza.


Apesar de toda esta perseguição detalhada de maneira resumida acima, a Homeopatia continuou a crescer. A homeopatia se expandiu não somente porque oferecia uma abordagem sistemática de tratar doentes, mas também porque a medicina ortodoxa (convencional) era ineficaz e até perigosa. Atualmente, existe uma concordância de opinião entre os historiadores da medicina, de que a medicina ortodoxa dos séculos 1800 e 1900 frequentemente causava mais dano do que bem.


Estatísticas em relação àquela época são de que sangrias e aplicação de sanguessugas eram práticas comuns. Um médico francês costumava afirmar jocosamente que ele havia derramado mais sangue durante o exercício de sua profissão do que todas as guerras napoleônicas. Somente em 1833, mais de 41 milhões de sanguessugas foram importadas para a França. Nos EUA, uma importadora importou 500.000 sanguessugas e sua concorrente importou 300.000. Além de sangrias e sanguessugas, a medicina convencional usava remédios feitos de mercúrio, chumbo, arsênico e várias ervas fortes para ajudar expurgar o corpo do material que causava doença.


A combinação do atendimento médico precário e a reação perniciosa contra a homeopatia é certamente compreensível quando lemos sobre a educação na formação de um medico na época. A força propulsora da associação medica americana, Nathan S. Davis, in 1845 descreveu a educação médica. Era um processo onde, para alguém se tornar um médico, o indivíduo só precisava ser admitido em um consultório de outro médico e ter acesso a alguns livros de medicina comuns, atender pacientes uma vez por mês e talvez participar de um exame post-mortem rápido uma vez por ano; e no decurso de 3 anos, o indivíduo, portanto gastou um ou dois ciclos de aulas nas faculdades de medicina, onde toda a ciência da medicina (incluindo anatomia, fisiologia, química, patologia, jurisprudência médica, prática cirurgia de medicina e obstetrícia) são todos aglomerados em sua mente, no espaço de 16 semanas. Apesar do fato de historiadores e cientistas da atualidade considerarem a medicina do século 1800 e 1900 como anticientífica e até bárbara; os médicos ortodoxos tinham a audácia de adjetivar a homeopatia como charlatanismo, anticientífica, sectária, diabólica.


 


Razões para a oposição a Homeopatia


Como já explicado no meu artigo prévio intitulado “Abraham Lincoln e a Homeoaptia”, a homeopatia representava uma grande ameaça para a medicina arraigada. Fito terapeutas, prateiras, e vários outros profissionais “não-ordinários” era criticados pelos médicos ortodoxos porque eles não eram treinados medicamente. Os homeopatas, porém, não poderiam ser tidos como iletrados ou incultos, uma vez que estes eram formados nas mesmas escolas medicas que os médicos “normais”.


 


A ser continuado na próxima edição. Para averiguação de artigos anteriores veja:  http://renata-hines-homeopatia.blogspot.co.uk/