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Risco de atentado no Reino Unido é o maior desde 2001, diz ministra

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A ministra do Interior britânica, Theresa May, realizou discurso na tarde desta segunda-feira no centro de estudos de Defesa dizendo que a ameaça de um atentado no Reino Unido é maior do que qualquer momento antes e depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A Ministra anunciou novas medidas do projeto de lei contraterrorismo que será apresentado na quarta-feira. O texto inclui escolas, empresas, e councils, entre outros. Segundo ela, os serviços de segurança britânicos estimam que, desde as explosões no metrô de Londres em 2005, cerca de 40 complôs terroristas foram interrompidos.


 


"Houve tentativas de ataques armados em nossas ruas, de explodir a Bolsa de Valores de Londres, de derrubar aviões, de assassinar um embaixador britânico e membros de nossas forças armadas. Quase todos estes ataques foram impedidos por homens e mulheres de nossos serviços de segurança e de inteligência, pela polícia e pelos nossos aliados no exterior", afirmou.


 


De acordo com May, o novo projeto prevê medidas para escolas, universidades, prisões e conselhos locais ajudarem a impedir que pessoas sejam atraídas a práticas de terror. Oradores extremistas deverão ser expulsos das universidades, e provedores de internet deverão fornecer dados para identificar usuários suspeitos. Além disso, ela afirmou que o projeto iria impedir que empresas de seguro britânicas reembolsem famílias que pagaram pelo resgate de reféns mantidos por terroristas. O governo argumenta que o pagamento coloca mais pessoas em risco.


 


"Os novos poderes nos ajudarão a prevenir a radicalização e a fortalecer o regime Tpims (prevenção do terrorismo e medidas de investigação), nos darão mais poderes para interromper e controlar os movimentos de pessoas que vão no exterior para lutar, melhorar nossa segurança fronteiriça e certificar-nos de que as empresas britânicas não estão inadvertidamente financiando pagamentos de resgate", acrescentou.


 


May confirmou ainda que cidadãos britânicos suspeitos de envolvimento em atividades relacionadas a terrorismo no exterior serão banidos do Reino Unido. Seus documentos de viagem serão cancelados e seus nomes colocados em uma lista por até dois anos sob as novas ordens de exclusão temporária de viagem.


 


Desde maio de 2010, 138 pessoas estão presas e 753 foram detidas por suspeita de estarem envolvidas em práticas de terror. Treze pessoas, incluindo o clérigo islâmico Abu Hamza, foram extraditadas após serem acusadas ou condenadas por crimes relacionados ao terrorismo. Segundo a ministra, a Unidade de Internet Antiterrorista removeu 65 mil itens da web que “encorajam ou glorificam atos de terrorismo”. Cerca de 70% dos itens estão relacionados ao grupo extremista Estado Islâmico (EI), à Síria e ao Iraque. (Com agências internacionais)