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Uma pátria intercontinental da lusofonia

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Por: Julio Rocha


juliorocha@live.com


 


Lendo um artigo sobre a nomeação de Zuenir Ventura à Academia Brasileira de Letras, lembro-me que uma grande parte dos meus parentes e amigos portugueses se queixam de nós, brasileiros, pelo novo acordo ortográfico.


Dizem que estamos mudando a língua, que queremos impor o idioma "brasileiro", etc e tal.


Bom, como o nome já diz é um "novo acordo". Isto quer dizer que outros já aconteceram e promovidos, na maioria dos casos, por Portugal, não pelo Brasil.


E se é um acordo, sendo que o mais recente foi proposto nos moldes do português falado em terras tupiniquins, Portugal também aceitou as mudanças. Então, antes de acusarem uns aos outros pelo "abrasileiramento" da língua de Camões, ou por que não a de Machado de Assis, que tal a gente fazer uma viagem ao passado e tentarmos encontrar alguma semelhança na grafia de uma publicação lusitana, do começo do século passado, com a anterior ao acordo ortográfico vigente?


Afinal, não é só a língua portuguesa que muda com o passar dos tempos. Se ela muda, é porque ela é viva. E viva a vida! Viva Brasil! Viva Portugal! Viva Angola! Viva Moçambique! Viva Cabo Verde! Viva São Tomé e Príncipe! Viva Guiné-Bissau! Viva Timor-Leste! Um viva a todos nós, cidadãos desta intercontinental nação da lusofonia!


E para concluir, relembrando o nosso saudoso Pessoa: "a minha pátria é a língua portuguesa”.