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Cingapura, Hong Kong e N. Zelândia têm o melhor ambiente de negócios do mundo

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Cingapura, Hong Kong, Nova Zelândia, Dinamarca e Coreia do Sul são os países que possuem as regras e legislações mais favoráveis para a realização de negócios, afirma o relatório Doing Business 2015, divulgado pelo Banco Mundial (BM). Além dos países citados, Noruega, EUA, Reino Unido, Finlândia e Austrália completam a lista dos dez primeiros, que quase não teve mudanças nos últimos anos, de acordo com o boletim do Banco Mundial, que situa o Brasil na parte de baixo da tabela, na 120ª posição.


 


O relatório, que cobre 189 economias de todo o mundo, documentou 230 reformas de regulamentos para propiciar um melhor ambiente de negócios entre meados de 2013 e 2014. Delas, 145 buscavam reduzir a complexidade e o custo associado ao cumprimento das regras empresariais e 85 tinham como objetivo o fortalecimento das instituições jurídicas. Em conferência telefônica, o vice-presidente sênior e economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu, destacou que "o sucesso ou o fracasso de uma economia depende de muitas variáveis, entre elas os elementos básicos que facilitam os negócios e que são frequentemente subestimados". "Introduzir melhorias nesses regulamentos não tem virtualmente custo algum, mas pode ter um papel transformador ao promover o crescimento e o desenvolvimento", acrescentou.


 


 


Em sua nova edição, o relatório também destaca as dez economias que mais avançaram nesse sentido: Tadjiquistão, Benin, Togo, Costa do Marfim, Senegal, Trinidad e Tobago, República Democrática do Congo, Azerbaijão, Irlanda e Emirados Árabes Unidos.
"O processo de convergência global continua", disse Augusto López-Claros, diretor do Grupo de Indicadores Globais do BM, ao apontar que "várias economias consideradas pequenas continuam adotando melhores práticas de regulamentação, eliminando procedimentos custosos e complexos e fortalecendo suas instituições jurídicas".


 


Entre os casos concretos, o BM aponta o de um empreendedor incipiente no Senegal, que levava 57 dias em abrir uma empresa há dez anos. Hoje, esse mesmo processo requer seis dias, apenas um dia a mais que na Noruega. Também mencionou o Peru, onde há dez anos um empresário levava mais de 33 dias para registrar a transferência de uma propriedade, enquanto agora são necessários apenas seis, cinco dias, para esse procedimento, um tempo inclusive inferior ao dos Estados Unidos, onde são necessários 15 dias.


 


Em relação à América Latina, a Colômbia segue no topo da lista dos países com ambiente mais favorável para os negócios, seguida por Peru, México e Chile. Por outro lado, os países que tiveram pior resultado são: Eritréia (189), Líbia (188), R. Centro-Africana (187), Sudão do Sul (186), Chade (185), R. Democrática do Congo (184), Afeganistão (183) e Venezuela (182).
Os dados do relatório se baseiam nos regulamentos aplicáveis às pequenas e médias empresas locais em uma dezena de áreas de seu ciclo de vida, entre as quais estão: a abertura de uma empresa, o acesso à eletricidade, o registro de propriedades, a obtenção de crédito e a proteção dos investidores.