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Na telinha de Londres, perseguindo um serial killer

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Dupla Identidade

Desde de o dia 03 de outubro, Luana Piovani está nas casas londrinas na série ‘Dupla Identidade’, de Glória Perez, na Globo Internacional. A trama segue os passos de Edu (Bruno Gagliasso), um serial killer que mata por puro prazer, mas se esconde por trás de uma vida absolutamente comum. Piovani é Vera, uma psicóloga forense que passando uma temporada nos Estados Unidos e é convidada a vir ao Brasil para fazer parte dessa força tarefa que está em busca do autor de uma série de crimes.


 


A personagem chega para fazer parte da equipe do Dr. Dias, interpretado pelo Marcello Novaes e, a partir daí, com o conhecimento que ela traz sobre comportamento criminoso, começa a ficar mais fácil traçar um perfil para este suspeito. A loira conta mais sobre sua personagem e a série, confira.


 


Que tipo de pesquisa você fez para compor essa personagem?


Eu fiz um laboratório imenso. Aliás, foi o maior laboratório que eu fiz em toda a minha vida. Eu li três livros, assisti dezenas de séries, filmes, pesquisei incansavelmente e ainda pesquiso na internet. Nós tivemos também um apoio da produção com palestras, visitas à Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro e também ao Instituto de Criminalística Paulista.


 


Você não acha que existe uma certa semelhança entre a profissão de psicóloga forense e a de atriz? No fundo ambas pesquisam perfis de pessoas para realizar o seu trabalho?


Essa é uma colocação interessante, mas, no caso, eu me sinto mais responsável como detetive. Eu encaro a minha profissão com menos responsabilidade. Agora que eu estou fazendo essa personagem, eu vejo que é muita pressão, então eu imagino que se eu fosse uma detetive de verdade, seria bem diferente.


 


Você acha que faz diferença que a psicóloga forense seja uma mulher?


A mulher é mais sensitiva, e essa parte da personagem é acentuada por ela ser uma psicóloga que pesquisa o comportamento humano em busca de pequenas nuances. Acredito que a mulher nesse quesito tem uma vantagem sim. Já o Dr. Dias tem um lado mais racional que é o da investigação, puxando para uma vertente mais matemática. Ele vai reunindo provas e caminhando em uma direção.


 


O que é que mais impressionou nessa pesquisa?


A crueldade humana. Ela não tem limite e é sem explicação.


 


O que é que você aprendeu com essa personagem?


Aprendi que nem nos Estados Unidos, na Califórnia, lugar que é o meu sonho dourado de vida caseira, estamos seguros. Descobri que o maior número de serial killers do mundo está lá.


 


Essa personagem sendo apresentada a aspetos tão obscuros do ser humano, mexeu com você de alguma forma?


Sim, mexeu. É difícil explicar justamente porque a crueldade não tem a menor razão de ser. É um profundo sentimento de desespero ter que lidar com essas informações, que são reais e mais frequentes do que você realmente imagina. Não só falando sobre serial killer, que é uma coisa muito específica, mas quando comecei a pesquisar o tema, estudei sobre assassinatos em geral e pude ver o quanto é difícil ser gente.


 


Como você convidaria os brasileiros para assistir ‘Dupla Identidade’?


É um seriado muito interessante, porque fala da verdade humana. Eu mesma sempre me interesso por alguma coisa que tenha proximidade com o presente. Apesar de adorar coisas fantasiosas, quando a história está próxima de mim, eu embarco na viagem, como essa série convida os espectadores a fazer. E isso é sensacional! E é exatamente assim a série. Tudo o que você vê está baseado em histórias de vários serial killers, tudo realmente aconteceu. Essa característica aumenta o mistério, porque nós não imaginamos um ser humano sem sentimentos, capaz de tantas maldades.