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Lutadora incansável contra a injustiça no mundo, Mafalda completa 50 anos

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A criança mais querida de Joaquín Salvador Lavado Badger, mais conhecido como Quino, completou meio século no dia 29 de Setembro. Foi nesta mesma data, em 1964, quando a primeira tira de Mafalda foi publicada na revista Primera Plana, na qual o autor considerado o momento oficial de nascimento. No entanto, foi alguns anos atrás quando a personagem daquela boa moça viu a luz pela primeira vez. Foi em 1962, quando Miguel Brasco, escritor cartunista e cartunista argentino e amigo de Quino, sugeriu a desenhar uma história em quadrinhos para promover uma marca de eletrodomésticos. A única exigência era que a história deveria ter eletrodomésticos no cenário e todos os personagens deveriam começam com a letra "M", já que o anúncio seria da  "Mansfield".


 


A publicação da história em quadrinhos seria mantida na revista Primera Plana até 1965, quando Quino teve desentendimentos com a direção da revista e deixou a publicação. Depois mudou para o diário argentino El Mundo, onde permaneceu até 1967, quando o jornal fechou. Pouco tempo depois, ele começou a ser publicado no semanário "Sete Dias Illustrated", coincidindo com a criação de vários álbuns de tiras que se esgotou em poucos dias. Por decisão do próprio autor, a tira deixou de ser publicada em 1973.


 


O sucesso mundial de Mafalda é inegável, e a menina mal-humorada e carismática conseguiu atingir o coração de todos. Lutadora incansável contra a injustiça no mundo, as cotidianas e globais, com um toque de ironia e humor que fizeram dela uma das personagens mais importantes do mundo dos quadrinhos. Suas tiras já foram traduzidos para mais de 30 idiomas e se tornou um sucesso internacional. Na Espanha, foi censurada e avaliada como tema "adulto", deixando evidente as aparentes injustiças do regime do ditador Franco.


 


A vida de Mafalda se passa no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, acompanhado por seus pais, seu irmão Guille, seus amigos Felipe, Manolito, Suzie, Miguelito, Liberdade e sua tartaruga, chamada  de Burocracia, devido sua lentidão. Ela ainda era fã dos Beatles, apreciava o Pica-Pau e acima de tudo odiava as injustiças do mundo.


 


Este ano, a trajetória e a genialidade do escritor argentino foram reconhecidos com o Prêmio Príncipe de Astúrias de Comunicação e Humanidades. O júri observou, acima de tudo, as "lúcidas mensagens de Quino, que permanecem vivas por combinar sabiamente simplicidade na linha de desenho com profundidade de pensamento", além do "enorme valor educativo" de sua obra.


 


Por: Lucía García García


luciagrcgrc@gmail.com