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"Não" vence e Escócia permanece no Reino Unido

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O “Não” venceu o referendo de independência da Escócia do Reino Unido. Com 31 dos 32 colégios eleitorais apurados, 55% (1.914.187) dos votos eram contra a separação do Reino Unido, contra 45% (1.539.920) do "Sim". Às 6h15 Alex Salmond, líder da campanha pela independência do país, discursou admitindo a derrota nas urnas. "Eu aceito o veredicto do povo", afirmou. A campanha do "Sim", no entanto, ganhou em quatro locais representativos, com 53% em Glasgow (maior colégio eleitoral do país), 54% em West Dunbartonshire, 57% em Dundee e 51% em North Lanarkshire.


 


A votação aconteceu na quinta-feira em 2.608 postos em toda a Escócia. A apuração começou imediatamente após o fechamento das urnas, às 22h. O primeiro colégio eleitoral a encerrar a contagem foi o de Clackmannanshire, onde foram 19.036 votos contra e 16.350 a favor da separação do Reino Unido. Um dos menores colégios eleitorais do país teve uma taxa de 88.59% de comparecimento às urnas. Vinte e cinco votos foram considerados inválidos. Nas ilhas Orkney, menor colégio eleitoral do país com apenas 17.806 eleitores, o "Não" também venceu, com 67% a 33%. Em seguida foi a vez das ilhas Shetland, onde 64% dos 18.516 optaram pelo "não" e 36% votaram "sim".


 


Entenda o referendo


O referendo foi acordado entre o governo escocês e o governo britânico em 2012, depois que o Partido Nacional Escocês, que liderou a campanha pela independência da nação, ganhou com assombrosa maioria as eleições parlamentares de 2011. Desde então, várias campanhas de ambos os lados foram lançadas sendo as principais a Yes Scotland, lançada em 25 de maio, a favor da independência, e a Better Together, anunciada em 25 de junho, contra a separação.


 


Os defensores da separação diziam não ver propósito na união com a Inglaterra, e que uma Escócia independente, com a abundância de petróleo de que dispõe, proveniente das reservas do Mar do Norte, poderia se tornar um dos países mais ricos do mundo. Caso o "Sim" vencesse, a independência da Escócia, seria declarada em 2016.