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A Febre e seus Benefícios (Parte 2)

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febre

Dando continuação ao artigo da edição 633 deste jornal, uma criança doente com febre é motivo de preocupação para qualquer pai ou mãe. A confusão sobre o que constitui uma temperatura corporal "perigosa" e  o que fazer com a febre só aumenta a ansiedade. A febre pode realmente ser assustadora, e qualquer febre em uma criança mais jovem do que dois-três meses é motivo de grande preocupação por causa do risco de infecções bacterianas graves. Mas, em geral, em crianças mais velhas que não aparentam estar muito mal, a febre é evidência positiva de um sistema imunológico ativo, acelerado e ajudando um conjunto de processos imunológicos a trabalhar muito mais eficientemente.


 


O Papel da febre


A febre é comum, mas a febre é complicada. Traz à tona ciência e emoção. Como homeopata, eu sei que a febre é um sinal de que o sistema imunológico está funcionando bem. E como uma mãe, eu sei que há algo primitivo e assustador sobre uma criança febril durante a noite. É claro que isso não pode ser reconfortante para um pai ou mãe cuja a temperatura da criança está subindo à meia-noite. (Febres tendem a subir no final da tarde e à noite, assim como as temperaturas normais do corpo).


 


Um professor de pediatria da Universidade de Colorado, Dr. B. D. Schmitt publicou um artigo, que se  tornou um artigo clássico sobre o que ele denominou de "fobia de febre." Ele constatou que muitos pais acreditavam que se a febre não for tratada, ela pode aumentar para níveis críticos e que mesmo as febres moderadas e de baixo grau pode ter efeitos neurológicos graves (isto é, que pais, tendem a suspeitar de que os cérebros de seus filhos podem derreter).


 


Seu trabalho foi revisitado em 2001 por um grupo da Universidade Johns Hopkins, com a publicação do artigo “Fever Phobia Revisited: Have Parental Misconceptions About Fever Changed in 20 Years?” – ( tradução: "A Fobia de Febre Revisitada: As concepções errôneas dos pais sobre febre mudaram no últimos 20 anos?”).  A conclusão foi a de que os medos e equívocos persistem. Na verdade, a febre não prejudica o cérebro ou o corpo, embora ela aumente a necessidade de fluidos. E mesmo sem tratamento, febres raramente sobem mais alto do que 40 C  ou 41 C.


 


Como explicado na  primeira parte deste artigo, um mecanismo do corpo que ainda não se pode explicar totalmente geralmente previne a temperatura alta induzida por infecção a atingir um nível perigoso. Por volta de 5% das crianças estão em risco de convulsões com febre. Estes ataques podem ser aterrorizante para assistir, mas geralmente não são prejudiciais e não causam epilepsia. Ainda assim, uma criança que tem uma primeira convulsão febril deve ser examinada por um médico. (Estas crises tendem a ocorrer em famílias, e as crianças que tiveram um pode muito bem ter outro.). A principal causa de convulsões febris é a desidratação e  o desequilíbrio eletrolítico. Manter-se hidratado durante a febre é o objetivo número um. Isto não só irá ajudar com a dor de cabeça e dores no corpo em geral, mas também ajuda a evitar convulsões febris em crianças pequenas.


 


Ainda de acordo com Dr. M. Crocetti , o principal autor do estudo de 2001: "Pais afirmam estarem preocupados que a febre possa causar danos cerebrais ou até mesmo a morte em seus filhos". "Eu tenho trabalhado com isso há muito tempo, e parece que mesmo que eu explique e eduque muito sobre a febre, sobre seu papel na doença, seu benefício na doença, isto não parece ser algo que os pais compreendem de visita a visita.”.  Este artigo será continuado em versão resumida  na edição 637 deste jornal.


 


Por Dra Renata Hines
renata.hines@virginmedia.com


Leia este artigo na íntegra em renata-hines-homeopatia.blogspot.com.br


Este artigo fornece informações gerais para ajudar as pessoas a entender a cura homeopática, filosofia ou os processos fisiológicos naturais do organismo, mas não é um substituto para aconselhamento médico pessoal do profissional de saúde, médico  convencional, médico homeopata ou homeopata profissional.