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Cem anos da Primeira Guerra Mundial; veja alguns avanços em meio ao conflito

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Austrians_executing_Serbs_1917

A Primeira Guerra Mundial começou em 28 de julho de 1914 e durou até 11 de novembro de 1918. Mais de 10 milhões de combatentes foram mortos, em grande parte por causa de avanços tecnológicos que determinaram um crescimento enorme na letalidade de armas, mas sem melhorias correspondentes em proteção ou mobilidade. Foi o sexto conflito mais mortal na história da humanidade e que posteriormente abriu caminho para várias mudanças políticas, como revoluções em muitas das nações envolvidas.


 


Em 28 de julho, o conflito iniciou-se com a invasão austro-húngara da Sérvia, seguida pela invasão alemã da Bélgica, Luxemburgo e França, e um ataque russo contra a Alemanha. Depois da marcha alemã em Paris ter levado a um impasse, a Frente Ocidental estabeleceu-se em uma batalha de atrito estático com uma linha de trincheiras que pouco mudou até 1917. Na Frente Oriental, o exército russo lutou com sucesso contra as forças austro-húngaras, mas foi forçado a recuar da Prússia Oriental e da Polônia pelo exército alemão. Frentes de batalha adicionais abriram-se depois que o Império Otomano entrou na guerra em 1914, Itália e Bulgária em 1915 e a Romênia em 1916.


 


O Império Russo entrou em colapso em março de 1917 e a Rússia deixou a guerra após a Revolução de Outubro, mais tarde naquele ano. Depois de uma ofensiva alemã em 1918 ao longo da Frente Ocidental, os Aliados forçaram o recuo dos exércitos alemães em uma série de ofensivas de sucesso e as forças dos Estados Unidoscomeçaram a entrar nas trincheiras. A Alemanha, que teve o seu próprio problema com os revolucionários, neste ponto, concordou com um cessar-fogo em 11 de novembro de 1918, episódio mais tarde conhecido como Dia do Armistício. A guerra terminou com a vitória dos Aliados.


 


Eventos nos conflitos locais eram tão tumultuados quanto nas grandes frentes de batalha, e os participantes tentaram mobilizar a sua mão de obra e recursos econômicos para lutar uma guerra total. Até o final da guerra, quatro grandes potências imperiais — os impérios Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Otomano — deixaram de existir. Os Estados sucessores dos dois primeiros perderam uma grande quantidade de seu território, enquanto os dois últimos foram completamente desmontados. O mapa da Europa central foi redesenhado em vários países menores.


 


A Liga das Nações (organização precursora das Nações Unidas) foi formada na esperança de evitar outro conflito dessa magnitude. Há consenso de que o nacionalismo europeu provocado pela guerra, a separação dos impérios, as repercussões da derrota da Alemanha e os problemas com o Tratado de Versalhes foram fatores que contribuíram para o início da Segunda Guerra Mundial.


Os países europeus, que ocupavam lugar de destaque, sofreram um esgotamento de suas economias, em razão dos gastos com a guerra. Duas nações passaram a ocupar o lugar privilegiado que antes era dos países europeus, emergindo como novas potências: Estados Unidos e Japão.


 


 


Cem anos depois o conflito, que envolveu as grandes potências de todo o mundo, ainda deixa suas marcas. Tanto boas quanto ruins. Saiba algumas das invenções da primeira grande guerra:


Tanques


Embora a ideia de veículos blindados de combate já existisse há séculos, os primeiros tanques foram criados para romper o limite da guerra de trincheiras na frente ocidental. Originalmente chamado de "barcos de solo", sua semelhança com tanques de água de metal lhes valeu o novo nome. Táticas de tanques eram lentas para se desenvolver, mas mudaram as guerras permanentemente.


 


Aviação


A Primeira Guerra Mundial foi um período crucial para o desenvolvimento da aviação militar. Durante as fases iniciais do combate, escoteiros operavam os primeiros aviões desarmados. Mesmo que suas aeronaves não estivessem armadas, os pilotos se armavam com pistolas e, até mesmo, lanças. Pouco tempo depois, os aviões foram armados com metralhadoras e pilotos de caça foram se tornando celebridades. Dirigíveis também surgiram nesse período, com zepelins alemães atacando alvos na França e na Grã-Bretanha.


 


Máscaras contra gases


O primeiro uso do gás venenoso na Primeira Guerra Mundial foi em 1915. Ambos os lados responderam à implantação dessa nova arma enviando tropas com máscaras de proteção contra gases. Embora sua tecnologia tenha mudado e se desenvolvido ao longo do século, os princípios básicos e a aparência geral permanecem praticamente os mesmos.


 


Absorventes íntimos


Produtos de higiene feminina podem não parecer um produto lógico para o campo de batalha, mas o absorvente moderno é de fato um desenvolvimento direto de uma criação dos tempos de guerra. Enfermeiras americanas parecem ter adotado ataduras descartáveis ​​à base de celulose como uma alternativa aos discos de algodão reutilizáveis. Após a guerra, a fabricante de ataduras Kimberly-Clark passou a produzir para civis, comercializando o mesmo produto para as mulheres.