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Argentinos chegam com tudo na sede da final do mundial

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Os torcedores da Argentina foram com tudo para o Rio de Janeiro. A cidade da decisão da Copa do Mundo via dia após dia a chegada dos “hinchas”. O local cedido pela prefeitura da capital fluminense para o acampamento dos hermanos foi o sambódromo da cidade. Lá, era possível encontrar de tudo um pouco. Jovens, crianças, adultos, idosos. Gente que deixou tudo para trás e veio para a cidade maravilhosa com o sonho de ver a seleção conquistar o mundo pela terceira vez na história.


 


O estudante Pablo Schiavo, 23 anos, era um dos 100 mil argentinos esperados na capital fluminense. Há uma semana no terreirão do samba, ele confiava na equipe do técnico Alejandro Sabella. “Vai ser um jogo complicado, mas nós temos Messi. Com ele em campo, dá pra dizer que vai ser 2 a 1 pra nós”. Morador de Buenos Aires e torcedor do River Plate, ele disse que a estadia estava sendo boa, apesar das dificuldades. “Para tomar banho é um pouco complicado, porque tem muita gente a água é muito gelada, mas para comer existe um restaurante popular próximo daqui. Por um real, temos até sobremesa”, afirma. Além disso, ele falava sobre a hospitalidade dos brasileiros. “Com o futebol tem uma rivalidade, que é normal, mas até agora a relação foi bem tranquila”.


 


Pude ver e conversar com diversos outros torcedores que estavam naquele espaço. Outro torcedor acabava de chegar de Catamarca, no norte do país. “Assim que ganhamos da Holanda comprei a passagem”, disse Carlos, que estava à procura do irmão, que havia chegado ao Brasil antes do duelo de oitavas de final contra a Bélgica. Nenhum deles, no entanto, possuía ingressos. “Viemos para a festa. O país todo está ansioso para ganharmos o título. Queríamos conseguir ir ao Maracanã, mas meu irmão disse que estão pedindo quatro mil dólares pelo bilhete, aí não tem como”, lamentou.


 


Também havia quem estivesse chegando de moto. Exatamente, de moto. Dez dias foram necessários para sair de Mar del Plata e chegar no Rio de Janeiro. “E vamos levar a terceira Copa”, dizia Ariel. Além dos argentinos, quem se fazia presente era a mídia. Diversos veículos de comunicação estavam no local gravando matérias para mostrar a saga dos torcedores que deixaram a Argentina de carro para acompanhar a equipe albiceleste no Brasil.


 


Não é tão simples andar de ônibus no Rio


Ao contrário do que o brasileiro que vive em Londres está acostumado, não é tão simples se locomover de ônibus no Rio de Janeiro. Demorei mais tempo para conseguir descobrir qual ônibus seguiria até o sambódromo do que propriamente fazendo o trajeto para o local. Na volta, pedi informações para pelo menos quatro policiais. Nenhum deles pôde me ajudar. O motivo dado era que eles não conheciam a área e que estavam apenas reforçando o local. Quem me ajudou a indicar o ônibus da volta foi um agente de trânsito, que ainda pediu informações à um taxista. Justiça seja feita, em todo as cidades que abrigarão o mundial foi difícil me orientar para andar de ônibus.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com