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Após campanha vexatória na Copa, Felipão deixa o comando da seleção brasileira

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O vexame da Seleção na Copa do Mundo começa a fazer efeito. Felipão não é mais o treinador brasileiro. De acordo com o canal Sportv, o técnico Luiz Felipe Scolari foi demitido pela CBF no fim da noite de domingo. Foram 29 partidas em sua segunda passagem pela seleção, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas — as duas últimas, vexaminosas, na Copa do Mundo, para a Alemanha (7 a 1) e a Holanda (3 a 0). Felipão assumiu o posto pouco antes da Copa das Confederações, ano passado, quando conquistou o título em final diante da Espanha (3 a 0), no Maracanã. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)


 


Com Felipão, sai toda a comissão técnica, inclusive o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. A CBF deve oficializar a mudança nesta segunda-feira e iniciar a procura por um novo treinador. No domingo, no Maracanã, na saída dos convidados da Fifa, o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, já dava a demissão como fatura liquidada, embora tenha ressalvado que a decisão seria do presidente José Maria Marin. Perguntado se Felipão continuaria, o dirigente foi taxativo: "Não tem condição", respondeu, despedindo-se.


Até o fim do ano, a seleção terá quatro amistosos. Felipão, que queria continuar no posto, chegou a dizer, antes da demissão, que “ao menos 13” dos 23 jogadores de 2014 estarão em 2018. Um exagero. Se oito dos 23 forem à Rússia, será demaisO nome de Tite é o mais cotado para substituir Felipão. Há também a possibilidade de a CBF buscar técnicos estrangeiros. O jornal "Marca", da Espanha, noticiou que a entidade procurou José Mourinho, mas ouviu um "não" como resposta. Pep Guardiola também seria uma alternativa.