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Brasil na semifinal, Belo Horizonte na rota e Neymar fora da Copa

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O dia seguinte da vitória brasileira sobre a Colômbia pelas quartas de final da Copa do Mundo foi uma mistura de alegria e tristeza. Apesar da vitória por 2 a 1 e a vaga à semifinal, todos os telejornais destacavam grande parte do noticiário à lesão do atacante Neymar. O astro da seleção deixou o campo na partida contra os colombianos depois de sofrer uma joelhada no campo de defesa, aos 41 minutos do segundo tempo, numa entrada dura de Zúñiga. Alagumas capas de jornais, inclusive, davam mais destaque à ausência do atacante no restante do mundial do que propriamente da vitória.


 


No horário do almoço, me encaminhei para o aeroporto Afonso Pena. De lá, faria conexão em São Paulo para seguir até Porto Alegre, palco da primeira semifinal do mundial, entre Brasil e Alemanha, agendada para a terça-feira. Foi o maior movimento que vivi dentro dos terminais até agora na Copa. Mais de meia hora de fila para despachar minha bagagem. Antes, inclusive, tive que passar pela sala de atendimento da Gol, companhia aérea que realizaria meu voo.


 


O motivo, meu nome não estava correto no cartão de embarque. Ao chegar no local me deparei com a atendente dizendo que talvez não fosse possível meu embarque e que eu poderia ter que pagar por uma nova passagem. Preferi aguardar antes de dizer qualquer coisa. Felizmente (após certa demora) ela voltou dizendo que o nome já estava certo e eu poderia fazer novamente o check-in em uma das máquinas do saguão. Aliás, o aeroporto Afonso Pena é mais um cujas obras seguem inacabadas. A parte interna funciona normalmente, mas por fora é possível observar que ainda há muito o que ser feito.


 


Como meu voo era às 13h25, não consegui assistir a boa parte da partida entre Argentina e Bélgica, que classificou os hermanos às semifinais de um mundial após 24 anos. Só pude visualizar a partida após os 17 minutos da segunda etapa, quando desembarquei no saguão do aeroporto de Congonhas, na capital paulista. Um telão montado por uma cervejaria fez com que pelo menos 100 pessoas acompanhassem ao jogo. A grande maioria torcia pelos belgas.


 


Após a vitória dos hermanos, segui para o portão de embarque, com destino ao palco da semifinal. Mais um voo no horário, apesar do número do portão ter mudado duas vezes. Viagem tranquila, sem nuvens no céu e o mais importante, sem turbulências. Ao desembarcar no aeroporto de Confins dei de cara com um telão e mais gente assistindo a Copa do Mundo. Os olhos dos passageiros, desta vez, estavam voltados para a partida entre Holanda e Costa Rica, que definiu os holandeses como adversários da Argentina nas semifinais. Os hermanos havianm vencido a Bélgica pelo placar mínimo durante a tarde em Brasília.


 


Para seguir até o centro, que fica 42 quilômetros distante, o turista que deixa o aeroporto Tancredo Neves tem à disposição um serviço de ônibus e táxi. De táxi o trajeto demora cerca de meia hora e custa pelo menos R$80. O ônibus convencional, com várias paradas, sai por R$9,50. Já o executivo, que vai direto para o terminal Álvares Cabral, custa R$21.


 


Durante a noite, passei pelos bairros da Savassi, ponto de encontro dos torcedores mineiros durante as partidas de Atlético-MG e Cruzeiro. Desta vez, palcos estão espalhados pelas esquinas e os turistas podem desfrutar com muita segurança. De acordo com alguns comerciantes, o número de policiais deslocados para o local foi aumentado após uma confusão entre brasileiros e argentinos, ainda na primeira fase da Copa, quando os hermanos jogaram em Belo Horizonte.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com