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Esporte

Decepção dos comerciantes e mais uma vitória suada da Seleção

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Acordei cedo na sexta-feira, quatro de julho. Era dia de jogo do Brasil. E dos bons. Fui ao centro da cidade para ver como os comerciantes estavam esperando o movimento para o horário da partida, que começaria às 17h (de Brasília). Antes, no entanto, segui até o estádio do Atlético Paranaense, que recebeu as quatro partidas disputadas na capital paranaense. Apesar de bonito por fora, ainda existem muitas obras inacabadas em seu entorno. Os torcedores rivais apelidaram o estádio com o nome de uma rede de supermercados local que possui fachada similar. O espaço foi o primeiro palco do futebol brasileiro a adotar o naming rights, com o título de Kyocera Arena entre 2005 e 2008. Com a escolha de Curitiba para ser uma das sedes da Copa, foi ampliado para cerca de 43.000 lugares.


 


As obras, no entanto, acabaram mudando a rotina de diversos comerciantes na região. Para Laís Camargo, proprietária de uma banca de revistas a duas quadras do estádio, o movimento foi prejudicado durante a época de jogos. "Para os comerciantes foi ruim, porque as ruas eram fechadas e não passava tanta gente. Pela quantidade de jogos que teve em Curitiba, eu achei que foi muita mudança pra pouco uso. A maioria das pessoas gostou, mas os comerciantes se prejudicaram". Apesar do descontentamento, ela acredita na vitória do Brasil sobre a Colômbia pelas quartas de final. "Mas não vai ser fácil".


 


Andando pela cidade descobri um local tradicional de alemães, o Bar do alemão. Tive que caminhar cerca de três quilômetros até chegar lá. No caminho, conversei com algumas pessoas na rua, e a chegada do Brasil nas quartas de final da Copa não empolgava o torcedor curitibano. Pelo menos era o que pensava um vendedor de bandeiras na esquina das ruas Brigadeiro Franco com a Sete de Setembro, ao lado do shopping Curitiba. Até às 12h35, pouco menos de quatro horas para o início da partida do Brasil, ele não havia vendido nenhuma bandeira grande, que saia por R$50. "Esperava vender mais", lamentava.


 


Finalmente cheguei ao bar do Alemão, que estava abarrotado de torcedores que acompanham a partida entre Alemanha e França pelas quartas de final da Copa. Para entrar no bar nesta sexta-feira era preciso ter nome na lista. E o preço era fechado: 120 reais por pessoa.


 


De lá, segui até o Jardim Botânico. É chamado também de Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Richbieter, prestando homenagem à urbanista Francisca Maria Garfunkel Rischbieter (uma das pioneiras no trabalho de planejamento urbano da capital paranaense). O local é lindo. Não à toa foi o monumento mais votado numa eleição para escolha das Sete Maravilhas do Brasil, promovido pelo site Mapa-Mundi em 2007.


 


O jardim contém inúmeros exemplares vegetais do Brasil e de outros países, espalhados por alamedas e estufas de ferro e vidro, a principal delas com três abóbodas do estilo Art nouveau foi inspirada no Palácio de Cristal de Londres, do século XIX. A estufa é climatizada e mantém espécies da Floresta Atlântica como Caraguatá, Caetê e Palmito. Do seu interior é possível ter uma vista privilegiada do jardim em estilo francês.


 


Apesar da proximidade do horário da partida do Brasil contra a Colômbia, muitos turistas ainda visitavam o Jordim. Outro fato curioso é que Curitiba foi a primeira capital estadual que não encontrei colombianos para conversar, ou para tirar um sarro após a partida.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com