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Pouco sono e primeiro atraso significante em um aeroporto

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Após me deliciar com a culinária gaúcha e dormir pouco mais de 4 horas, segui ao aeroporto Salgado Filho, onde me encaminharia para Curitiba. Um forte nevoeiro, no entanto, acabou atrasando, e muito, minha ida à capital paranaense. O voo estava marcado para as 7h53, contudo a aeronave só deixou o solo gaúcho depois das 10h. Nas caminhadas pelo saguão, pude perceber a indiganação de algumas pessoas. Um alemão que aguardava para seguir ao Rio de Janeiro reclamava com uma atendente. "Parece loteria, cada hora sai um número", se referindo à constante mudança do número do portão de seu voo.


 


Para o café da manhã, um café expresso e um sanduíche me custou R$12. Enquanto o aeroporto não reabria, empresários conversavam por telefone, argelinos conversavam algo impossível de ser compreendido. Tentei me comunicar com um grupo de cinco pessoas, porém nenhum deles falava inglês, apenas árabe e francês. E como minha fluência no idioma não é das melhores, acabei apenas entregando alguns cartões do Brazilian News e me despedindo.


 


Ao sentar em outro local, comecei a conversar com um torcedor alemão. Morador de Leipzig e torcedor do Red Bull, ele contava que estava a seguir a Seleção alamã. Ele se dizia arrependido por não ter ido à Copa do Mundo da África do Sul. "Todo mundo ficou falando da violência que existe no país e eu acabei desistindo, mas hoje eu penso como eu fui tolo de não ter seguido viagem", afirmou. Apesar do atraso dos voos devido ao mau tempo, ele dizia não estar incomodado. "São causas da natureza. Você não tem como prever. Ainda bem que o jogo será só na sexta-feira", afirmou, aliviado. A expectativa para o jogo contra a França era nítida. "Eu sempre sonhei em conhecer o Maracanã assindo a Alemanha em um jogo decisivo. Melhor que isso, impossível", e se despediu com um "espero te ver em Belo Horizonte". Brian comprou o ingresso da torcida alemã. De acordo com o que ele me explicou, caso a Alemanha seja eliminada, ele e seus amigos retornarão para casa.


 


Após mais de duas horas de atraso, finalmente o avião deixou Porto Alegre com destino a Curitiba. Mais uma vez, o que se viu foi um aeroporto inacabado, porém funcionando normalmente. Localizado em São José dos Pinhais, o Afonso Pena fica 18 quilômetros distante da capital paranaense.


 


Ao deixar o saguão, parei em frente ao posto de informações do aeroporto. Ali, perguntei qual seria a melhor maneira de chegar ao centro da cidade. De táxi, o percurso seria de aproximadamente 25 minutos. O preço ficaria acima dos cem reais, de acordo com o funcionário. De ônibus convencional, 20 minutos a mais de viagem e R$2,70.


 


A Estação-Tubo, como é chamado este ponto de ônibus fica logo na saída do terminal, e opera de 20 em 20 minutos aproximadamente. O serviço é bem interessante, uma vez que a plataforma fica no mesmo nível do ônibus e ainda há um elevador para os cadeirantes, o que facilita muito a vida de quem necessita do serviço. O único ponto que me deixou intrigado foi a falta de uma linha exclusiva para estes ônibus articulados. Certamente isso influenciaria ainda mais moradores a utilizar o serviço.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com