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Mais da capital gaúcha, com passeio turístico e alemão na oitava Copa

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Na terça-feira, primeiro de julho, permaneci na capital gaúcha. Fiz o mesmo roteiro para chegar ao centro e de lá embarquei num ônibus turístico pela cidade. O passeio custa R$18. O percurso é interessante, e passa por pontos históricos e culturais, como a Fundação Iberê Camargo, o Parque da Redenção, a Usina do Gasômetro, Praça da Matriz, o Cais Mauá, entre outros. É possível descer em cada ponto para visitar e depois pegar o próximo ônibus que passar. Na época da Copa, o serviço está sendo realizado a cada 20 minutos.


 


O automóvel estava cheio de turistas alemães, que haviam assitido ao jogo no dia anterior. Um deles, morador de Munique e torcedor do kaiserslautern, me contava que esta era sua oitava Copa do Mundo. Dizia orgulhoso de ter visto ao vivo o título da Alemanha na Itália em 1990 e o pênalti de Baggio para fora quatro anos depois, que deu o tetra ao Brasil. Sobre a final do mundial de 2002 entre Brasil e Alemanha, vencido pelos brasileiros por 2 a 0 em Yokohama, no Japão, ele não falou muito, apenas culpou o goleiro Oliver Kahn pelas falhas nos gols da Seleção de Felipão, que venceu por 2 a 0.


 


Fiz diversas perguntas sobre o Brasil para ele, uma vez que o turista está viajando por todo o país para seguir a seleção alemã. Seu próximo destino seria o Rio de Janeiro, onde a equipe jogaria contra a França pelas quartas de final da competição. Segundo Mark, não houve qualquer tipo de problema desde seu desembarque no país da Copa.


 


"A gente já veio esperando que algumas coisas pudessem não funcionar, mas até agora tudo está muito bom". A única queixa dele, no entanto, foi a falta de voos diretos para as cidades da Copa. "Sempre há alguma escala ou conexão, então a gente cansa um pouco", afirmou. Quanto ao povo e aos costumes, ele rasgou elogios. "A cerveja é boa, a comida também. Os brasileiros e o mexicanos são os mais animados da Copa", garantiu.


 


Ao deixar o passeio, segui até o primeiro barbeiro que encontrei no centro de Porto Alegre. Por R$ 14 cortei o cabelo, que não é dos maiores, e ainda acompenhei ao segundo tempo do jogo da Argentina contra a Suíça pelas oitavas de final. Na barbearia os comentários eram que as vendas do comércio haviam caído 10% em relação ao mesmo período do ano passado. "Alguns ramos ganharam dinheiro com a Copa. Mas aqui pra gente o movimento piorou", confessou Alberto Ramos.


 


Na parte da tarde, tive que me render ao cansaço. O dia primeiro de julho havia sido meu 21º de viagem. A falta de horas de sono, muito por culpa dos horários dos voos entre as cidades, geralmente nas manhãs ou madrugadas começou a me desgastar. Voltei à minha hospedagem e dormi um pouco, para depois seguir até uma galeteria e provar o prato local.


 


A Galeteria Piatto Belo fica em Canoas e é uma delícia. Local simples, comida deliciosa. A casa serve um rodízio de massas e carnes, além do famoso galeto ao primo canto. Você paga um preço fixo e come a vontade. E come mesmo. A mesa é abestecida constantemente com polenta frita fresquinha, salada de radicci, pasteizinhos e os garçons passam a todo instante com um infinidade de pratos. É lugar para degustar a famos sopa de capeletti dos italianos e "tirar a barriga da miséria".


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com