7 °C
Esporte

Sufoco em Cuiabá, e em todo o Brasil

|

IMG_9188

O dia 28 de junho foi agitadíssimo para o todo o povo brasileiro. A vitória por nos pênaltis sobre o Chile levou a Seleção às quartas de final da Copa do Mundo. Para mim, o dia começou cedo. Deixei Brasília em direção a Cuiabá. Seria a primeira cidade que visitaria sem que houvesse partida no município. Mais uma vez o serviço dos aeroportos deu conta do recado. Avião na hora, bom atendimento e desembarque realizado com tranquilidade.


 


O aeroporto de Cuiabá (que na verdade fica no município de Várzea Grande) foi o menor que desci desde o início da viagem pelo Brasil. Não há ligação entre a aeronave e o saguão de desembarque. Os passageiros saem da aeronave na pista e seguem caminhando até o terminal para a retirada da bagagem. São cerca de 500 metros de caminhada. Apesar de pequena, a sala para onde as malas são distribuídas está bem organizada.


 


No corredor central do aeroporto está a Fun Zone cuiabana. Como cheguei à cidade faltando poucos minutos para o início do jogo do Brasil, o local estava cheio. Pensei em seguir para a cidade para ver o jogo. Em frente ao aeroporto, havia o ponto de VLT, que ainda segue em obras. A principal obra de mobilidade urbana que a capital matogrossense havia planejado para a Copa não chegou a 50% de conclusão. Há trilhos instalados, mas parte do trajeto ainda não passou de um canteiro de obras. Assim, resta aos turistas seguir de ônibus ou táxi para a cidade.


 


Com a falta de tempo para o pontapé inicial e percebendo que tomaria um certo tempo para chegar até Cuiabá, resolvi assistir à partida num restaurante logo em frente ao terminal. A entrada custava 20 reais, e a feijoada servida no dia, mais 30. Depois da partida (e do sofrimento), segui para o centro.


 


Passei na famosa Praça Popular, ponto de concentração de torcedores em dia de jogos. Havia muita gente ali, que assistiram ao jogo do Brasil contra o Chile. Um casal de colombianos também estava presente, e estavam animados com a possibilidade de enfrentar o Brasil nas quartas de final da Copa. Àquela altura, a Colômbia já vencia o Uruguai por 2 a 0.


 


Cuiabá recebeu quatro partidas do Mundial: Chile x Austrália, Rússia x Coreia do Sul, Nigéria x Bósnia-Herzegovina e Colômbia x Japão. De acordo com os comerciantes locais, das oito seleções que passaram pela cidade, os mais animados foram os chilenos. "A gente geralmente fecha as portas às 21h. Enquanto os chilenos estiveram aqui, o horário mais cedo que eu baixava as portas era meia-noite", afirmou o dono de uma padaria que fica na praça.


 


Fui também até o Verdão, como é chamada a Arena Pantanal. Não tive acesso ao interior do estádio, mas por fora a construção é muito bonita. De acordo com o Portal da Copa, o projeto foi orçado em R$ 570 milhões, com R$ 339 milhões de financiamento federal via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


 


Em seguida passei por alguns pontos da cidade, como a Igreja do Bom Despacho, que foi inspirada na catedral de Notre Dame, localizada em Paris. Está localizada no alto do Morro do Seminário, ao lado do Seminário da Conceição. O tempo de permanência em Cuiabá foi curto, e de lá retornei ao aeroporto para embarcar a Porto Alegre. Havia deixado minha bagagem num guarda volumes localizado do lado externo do terminal. Desembolsei 15 reais para o serviço, que me ajudou e muito, afinal de contas a essa altura minha mochila principal está pesando 19 quilos.


 


Chegada em Porto Alegre e domingo chuvoso


Meu voo deixou Cuiabá pontualmente às 3h05. Segui até o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, onde esperei pelo avião que me traria até a capital gaúcha. Desembarquei em Porto Alegre às 9h15. A primeira impressão seguiu a linha, e confesso estar muito contente com o serviço aeroportuário brasileiro. Só espero que o serviço mantenha a qualidade ao final da Copa. Contudo, ainda faltam mais cidades e aeroportos a serem visitados. Melhor não cantar vitória antes do tempo.


 


Segui ao centro de informações da cidade, onde me interei sobre os pontos turísticos e conversei com o pessoal sobre o movimento de turistas na cidade. De acordo com a prefeitura municipal, os seis centros supervisionados pela Secretaria de Turismo de Porto Alegre  atenderam quase 20 mil pessoas até o dia 29 de junho.


 


Do público total atendido mais de 12 mil (74,7%) eram turistas estrangeiros. Ainda de acordo com a prefeitura, pessoas de 72 países passaram pelos locais. Em todas as unidades, o atendimento é feito por orientadores turísticos e recepcionistas fluentes em inglês, espanhol e francês.


 


De lá, segui para o Brique da Redenção, tradicional feirinha de artesanato ao ar livre no bairro do Bom Fim. É considerado um dos principais pontos turísticos da capital gaúcha. O curioso é a quantidade de pessoas que caminham com espaço tomando chimarrão. Crianças e adultos carregando cuias e bombilha, além de garrafas térmicas com água quente. A forte chuva no período da tarde, no entanto, me fez voltar mais cedo para casa.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com