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Esporte

Correria matinal entre Salvador e Brasília e eliminação portuguesa na capital federal

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A manhã (digamos, madrugada) de quinta-feira foi bastante agitada. Deixei o bairro do Porto da Barra às 4h com destino ao aeroporto de Salvador. Meu voo seguiria às 6h para Brasília. Na capital Federal, Portugal e Gana entrariam em campo às 13h brigando por uma vaga às oitavas de final da Copa. Após desembarcar com tranquilidade na capital baiana, realizei o embarque da mesma maneira. Muitos guichês para despachar a mala e muitos atendentes. E que falavam inglês. Digo isso porque fui recebido por uma pessoa falando a língua britânica comigo, me indicando o local que deveria permanecer na fila. Ao me identificar como brasileiro, o rapaz pediu desculpas e disse estar confuso com a quantidade de estrangeiros presentes. "Já cometi esse erro diversas vezes", se desculpou, aos risos.


 


Mais uma vez, o avião partiu dentro do horário, e chegou à capital federal da mesma maneira. O aeroporto internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek está muito bonito. Desembarquei na parte nova, com um saguão extremamente espaçoso, cheio de lojas e pontos de alimentação. A coleta da bagagem, no entanto, ainda acontece na parte antiga do terminal. Mas tudo muito bem organizado e rápido.


 


Ao chegar na parte externa, já pude ver uma grande quantidade de torcedores portugueses se encaminhando ao estádio no serviço de transporte disponibilidado pelos organizadores. O estádio Mané Garrincha foi o palco da última partida de Portugal na Copa do Mundo. Inaugurado em 1974, o estádio possuía capacidade para 45.200 pessoas. Após a reforma para o mundial, sua capacidade foi aumentada para 72.788 pessoas, ficando como o segundo maior da Copa, atrás do Maracanã.


 


Apesar da vitória Gana por 2 a 1 a equipe de Cristiano Ronaldo deixou a competição. O resultado positivo deixou a equipe com quatro pontos, mesma pontuação dos Estados Unidos no Grupo G. Os americanos, no entanto, levaram vantagem no saldo de gols.


 


Os portugueses poderiam ter tido melhor sorte caso Cristiano Ronaldo fizesse pelo dois dos três gols claros que perdeu durante o jogo. Caso vencesse por três gols de diferença, quem passava à próxima fase seriam os portugueses. Um grupo de torcedores lusos gritava “Time sem vergonha” ao final do jogo. Apesar do clima decisivo dentro de campo, muita festa e integração entre os torcedores nas arquibancadas.


 


Apesar da maioria lusitana, o torcedor de Gana marcou presença no Mané Garrincha. Os africanos também precisavam da vitória para tentar avançar. Conversei com David, guia de um grupo de 60 torcedores, que já voltaram ao país. Ele, no entanto, permanecerá por mais tempo. "Ainda vou conhecer o Rio", afirma. Segundo o guia, entre 3 e 4 mil torcedores estiveram no Brasil durante o mundial.


 


Na saída do estádio, fui abrodado por uma moça da Fundação Getúlio Vargas. Ela fazia uma pesquisa com os torcedores sobre gastos durante o mundial, opinião sobre o serviço de transportes, segurança e qualidade dos estádios. A organização foi meu principal elogio, enquanto a única reclamação foi quanto à qualidade dos banheiros. Não apenas em Brasília, mas em todas as cidades que passei até então os banheiros dos estádios estavam sempre sujos.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com