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Esporte

Mar mexicano, sistema de transporte eficiente e adeus à Recife

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A segunda-feira, 23 de junho, foi mais um dia surpreendente em Recife. Em todos os aspectos. E o mais legal, era dia de jogo. Após trabalhar no fechamento da edição 627 do Brazilian News, parti em direção à Arena Pernambuco. Tinha ingressos para o jogo entre México e Croácia, vencido pelos mexicanos por 3 a 1, e que os garantiu com a segunda colocação do Grupo A da Copa, e classificados às oitavas da final.


 


O estádio recifense para a Copa do Mundo fica na verdade no município de São Lourenço da Mata, na região metropolitana da capital pernambucana. Para chegar até lá, utilizei o sistema público de transporte. Como estava próximo à praia de Boa Viagem, segui até a estação Antonio Falcão, na linha sul. Dali, fui até a estação Recife, onde há o entroncamento com a linha Norte. Segui, então, até a estação Cosme e Damião. São cerca de 25 minutos de viagem. No local, há um terminal de ônibus especialmente preparado para levar os torcedores dali até o estádio.


 


Dentro dos ônibus, a conversa é uma só em diversas línguas: a disparidade entre a região e o estádio. A arena tem capacidade para 46.000 pessoas e seu custo foi de R$ 532 milhões. É muito bonita, porém fica longe e o acesso em dias normais aparenta ser bastante complicado. Os próprios recifenses discutem o futuro do estádio, que será utilizado pelo Náutico.


 


O número de mexicanos que faziam o trajeto era impressionante. Na frente do estádio, muitos ainda tentavam comprar ingressos. Como havia pouco mais de 41 mil pessoas presentes, não foi difícil encontrar os bilhetes, que custavam até 200 dólares. Dentro do estádio, apenas festa. Para os mexicanos, que venceram a partida, e para os brasileiros, que acompanhavam o jogo contra Camarões. A Seleção entrou em campo ao mesmo tempo que croatas e mexicanos, e goleou por 4 a 1. Como não havia anúncio dos gols pelo sistema de som, era possível saber dos gols pela comemoração dos torcedores. Havia até quem assistia ao jogo pelo celular.


 


Saída tranquila e Recife antigo


Sair da partida e voltar são centro foi ainda mais tranquilo que a ida. Imaginava que ia ficar parado um tempão nas filas para pegar os ônibus e voltar à estação. Mas fui surpreendido com uma bela organização, que contava com diversas filas para evitar o acúmulo de gente e com ônibus partindo em poucos minutos.


 


Em pouco menos de uma hora eu já estava no Recife antigo, onde está a Fan Fest da capital pernambucana. Passei apenas para conhecer e conversar com alguns comerciantes, que comemoravam o bom movimento. A prefeitura estimou em oito mil pessoas na segunda-feira assistindo ao jogo no local. O policiamento era reforçado e havia diversos estrangeiros, em especial os mexicanos, que comemoravam a vitória da equipe.


 



 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com