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Natal: cidade encantadora, mas com obras por fazer

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O primeiro dia em Natal me surpreendeu positivamente. Fortes chuvas atingiram a cidade no início do mês e fizeram com que fosse decretado estado de calamidade. Por isso, cheguei ao local com certo receio de encontrar diversos problemas no município. O fato do dia 19 amanhecer chuvoso, também me preocupou. Mas acabei surpreendido com uma cidade encantadora.


 


Primeiro fui conhecer o morro do Careca (foto), na praia de Ponta Negra, O morro do Careca é um dos principais pontos turísticos da capital potiguar. O acesso ao topo do morro está proibido há mais de dez anos para que ambiente seja preservado. A duna de aproximadamente 107 metros era uma fonte de diversão. Os banhistas e turistas escalavam o morro e desciam com a ajuda de um brinquedo chamado esquibunda.


 


Desde a década de 1990, no entanto, não é mais possível caminhar no local. O motivo da implantação da cerca de proteção é para preservação da mata de restinga e também para a areia não descer e consequentemente a altura do morro diminuir. O Morro do Careca é também um dos locais mais inflacionados da capital potiguar. Enquanto é possível tomar uma água de coco por um real em outras praias, no morro do Careca ela custa 3 reais.


 


Conheci o centro de convenções da cidade e segui à zona sul da cidade pelo Parque Estadual das Dunas. É uma reserva de mais de mil hectares de Mata Atlântica situada no centro da da cidade. É Patrimônio Ambiental da Humanidade. O parque, considerado o segundo maior parque urbano do Brasil, atrás da floresta da Tijuca, no Rio, passa por vários bairros da zona sul e leste da cidade, ao longo da Via Costeira. No trajeto, é possível ver diversos carros do Exército.


 


De lá, segui até a Fifa Fan Fest de Natal. O espaço está localizado na praia do Forte, e tem capacidade para aproximadamente 25 mil pessoas. Ingleses e uruguaios estavam ali para assistir à partida válida pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Contudo, não pude conferir a festa dos uruguaios, afinal de contas tinha que seguir para a Arena das Dunas, onde jogariam Japão e Grécia. O principal acesso ao estádio é feito pela BR-101. Existe uma grande obra que ligará a zona sul à zona norte da cidade.


 


Apesar da obra, não houve qualquer problema para acessar o estádio. Os japoneses eram maioria, enquanto os gregos contavam com uma torcida bastante animada. Dentro do estádio acabei conhecendo diversos estrangeiros, mas a conversa que mais me chamou atenção foi com um professor de geografia da rede pública de ensino.


 


Discuti com José Roberto, torcedor do Ceará, sobre a situação dos professores da rede pública de ensino, tão castigada pela falta de recursos, intimidação e baixos salários. "Graças a Deus essa violência gratuita de outros lugares ainda não chegou aqui", garantiu.


 


Márcio Ceccarelli
editor@braziliannews.uk.com